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Já viu como vai ficar o Vale de Alcântara em Lisboa?

© Câmara Municipal de Lisboa

O corredor verde estruturante do vale de Alcântara, em Lisboa, que se prevê estar pronto dentro de um ano, irá permitir concluir a ligação pedonal de Monsanto ao Tejo, anunciou o vereador da Estrutura Verde.

A intervenção abrangerá 13 hectares, ao longo de três quilómetros, e terá um custo total de "não mais do que quatro milhões de euros", estimou o vereador Sá Fernandes em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira, na apresentação do projeto para o corredor verde, que decorreu na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.

"O antes longe torna-se agora mais perto", afirmou o vereador.

Segundo Sá Fernandes, a maior parte dos trabalhos estarão concluídos "daqui a um ano, ano e meio", podendo algumas intervenções estender-se a "20 meses".

A primeira intervenção, que será apreciada pelo executivo municipal a 13 de outubro, está prevista para o parque urbano Quinta da Bela Flor e "irá a concurso por 1,5 milhões de euros", antecipou o vereador.

Ali nascerá um espaço verde, que será alimentado com água reutilizada proveniente da ETAR.

"Estamos a introduzir tubagens para que a reutilização da água seja uma realidade" em toda a cidade, apontou Sá Fernandes, referindo que isso permitirá "uma poupança e uma mostragem de boas práticas ambientais" aos munícipes.

De seguida, as obras estendem-se ao bairro da Liberdade, à criação de um viaduto ciclo-pedonal e ainda à construção de um túnel que permitirá a passagem debaixo da linha férrea.

A intervenção permitirá também a melhoria e o aumento da iluminação existente, a colocação de 700 novas árvores naquela zona da cidade e a criação de uma passagem pedonal por entre os pilares do Aqueduto das Águas Livres, foi anunciado.

"É absolutamente extraordinário passar debaixo do Aqueduto das Águas Livres, que é um dos monumentos mais importantes do mundo", sublinhou José Sá Fernandes.

Já a Avenida de Ceuta poderá contar com uma passagem de água no corredor central e faixas destinadas aos transportes públicos.

Questionado sobre possíveis constrangimentos para os cidadãos devido a estas intervenções, o responsável advogou que "a obra não incomoda ninguém, não há problema com a circulação automóvel, nem se estraga nada, pois os terrenos estão vazios".

Segundo Sá Fernandes, "não tem sido possível usufruir do vale", sendo "quase impossível chegar à estação ferroviária de Campolide a não ser de carro".

"Alcântara quer dizer ponte, mas não tem havido ponte nenhuma entre Campolide e Alcântara, entre o lado do Tejo e Monsanto", criticou, acrescentou que essa ligação também é inexistente para a zona norte da cidade.

Sá Fernandes vincou que "era um desejo de há muitos anos conseguir encontrar uma solução para este vale", acrescentando que o município "está a trabalhar neste projeto, que toda a gente considerava impossível, há dois anos".

"Não queremos um projeto perfeito, mas um perfeito projeto, que fosse fazível e concretizável, não fosse megalómano nem caro", observou.

Para a "próxima primavera", Sá Fernandes apontou a conclusão dos corredores verdes das zonas oriental, ocidental e central da cidade

Com Lusa

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