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A entrevista a Pedro Passos Coelho

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A entrevista a Pedro Passos Coelho

Passos Coelho diz que vêm aí aumentos nos impostos porque o Governo não tem outra alternativa para o país. O líder do PSD criticou a falta de soluções dos socialistas. Foi no Jornal da Noite da SIC, na primeira entrevista aos cinco líderes partidários.

O que disse Pedro Passos Coelho:

"Para mim é muito claro que o tempo que estamos a viver é um tempo que está a ser desperdiçado".

"As promessas que foram feitas ao país estão a ser goradas, as dificuldades estão à vista".

"O Governo apostou tudo numa altura em que já muitas instituições diziam que cenário era muito otimista".

"Nunca tivemos qualquer ajuda do PS para poder atingir as metas que eram importantes para o país".

"O país perde competitividade, não atrai investimento externo e não está a crescer o que devia".

"Só o facto de um 2º resgate poder ser encarado externamente é um susto".

"Existe um desvio do lado da receita de quase 1.300 milhões de euros".

"O Governo está a empurrar com a barriga aquilo que é a atividade normal do Estado".

"O Estado pode decidir não gastar mas não pode decidir não gastar em permanência".

"Não se pode dizer que esta é uma maneira sustentável de ter um défice orçamental controlado".

"O Governo está a suster artificialmente a despesa".

"É importante que um Governo que tem uma maioria absoluta seja transparente nas regras do Orçamento".

"O engenheiro Sócrates e o PS passaram o IVA de 19% para 23%".

"Só ouço falar de reposições e aumentos, dá a impressão de que nos saiu o totoloto".

"O PS é que disse que tinha uma solução mágica, por isso é que nos deitou abaixo".

"Quando discutimos hipóteses orçamentais há na mesa aumentos de impostos, onde está a solução milagrosa?".

"Perdemos vários postos nos rankings de competitividade de um ano para o outro".

"Antes das eleições há sempre uma expectativa, um levantar de pé por parte dos investidores".

"Estamos a cumprir os prazos que estabelecemos para o processo autárquico".

"É conhecido que dentro do PSD exerci sempre o meu cargo de liderança de uma forma muito inclusiva".

"Enquanto estive no Governo tive todo o apoio do PSD e na oposição tenho todo o apoio do PSD".

"Tenho moralmente a obrigação de representar todos aqueles que votaram em mim".

"Dentro do PSD as questões sobre a liderança e a estratégia são discutidas sem problemas".

"Julgo que é necessário para o país ter uma alternativa, deste Governo não se vai esperar qualquer reforma".

"Não governei a olhar para as sondagens e não estou na oposição a olhar para as sondagens".


"Se eu seguisse as sondagens nem as eleições de 2015 tinha ganho".

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