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Telefonar, comer e excesso de velocidade são comuns nos condutores

© Chris Roussakis / Reuters

A utilização do telemóvel sem sistema de mãos livres, ler e enviar mensagens, comer, excesso de velocidade e passar um sinal que acabou de ficar vermelho são alguns dos comportamentos de risco dos condutores portugueses identificados num estudo.

Realizado por uma empresa do ramo automóvel, com apoio da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e Prevenção Rodoviária Portuguesa, o estudo sobre o "comportamento dos condutores portugueses" traça também o perfil do automobilista português, concluindo que mais de metade já teve um acidente rodoviário.

O estudo, que teve por base um inquérito efetuado junto de 1.285 condutores, mostra igualmente o perfil 'multitasking' (o carro é uma extensão do escritório) dos condutores, destacando que os jovens enquanto conduzem cantam e ouvem música, fumam, usam o telemóvel, maquilham-se e tomam o pequeno-almoço.

Já as famílias com filhos aproveitam a viagem para ler e responder a emails, para contactos telefónicos e enviar mensagens, ler relatórios e tratar da agenda, lanchar, almoçar, maquilharem-se e gerir as crianças no banco traseiro.

O inquérito indica também que 28 e 26 por cento dos 1.285 inquiridos nunca conduziu em excesso de velocidade nas autoestradas e nas zonas residenciais, respetivamente, um quarto nunca bebeu ou comeu enquanto conduzia e 25% nunca fez nem recebeu chamadas em sistemas mãos livres.

O inquérito, da responsabilidade da Continental Pneus Portugal, concluiu também que os portugueses têm consciência dos riscos da adoção de determinados comportamentos durante a condução, sendo que associam níveis mais elevados de risco ao envio de emails, fazer relatórios, ler e utilizar as redes sociais.

Do outro lado da escala, os comportamentos mais frequentes a que os condutores associam menor risco são a utilização telemóvel em sistema mãos livres, conduzir em excesso velocidade na autoestrada e o comer e beber.

Os dados analisados mostram igualmente que os condutores mais jovens, entre os 18 e os 25 anos, são os que mais reportam uma performance deficitária em situações de stress ao volante.

Os automobilistas que percecionam ter mais stress na sua atividade profissional são os que revelam mais comportamentos agressivos ao volante, enquanto os que se preocupam em manter um estilo de vida saudável são os que revelam menos tendência para a agressividade ao volante.

De entre as atitudes adotados por quem revela um comportamento mais agressivo, 35% grita com os outros condutores, um terço diz palavrões e 29% Buzina com os outros.

Quase a totalidade dos inquiridos mostra preocupação ao volante quando as condições meteorológicas são adversas, quando transportam crianças no carro e em situações de cansaço.

De acordo com estudo, os condutores que mais têm comportamentos de risco ao volante são os que dormem menos.

As questões disponibilizadas no inquérito, coordenado pelo IPAM (escola de marketing) tinham como objetivo analisar e caracterizar o comportamento de condução, a atividade profissional exercida, caracterização dos tempos livres, estilo de vida saudável, bem como uma caracterização sociodemográfica.

Lusa

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