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Corpo de Intervenção da PSP de Lisboa todo mobilizado para segunda-feira

Os cerca de 300 elementos do Corpo de Intervenção (CI) da PSP de Lisboa vão estar mobilizados para a manifestação de segunda-feira dos taxistas, disse hoje à agência Lusa fonte policial.

Segundo a mesma fonte, um grupo do Corpo de Intervenção (composto por 60 elementos) vai estar na Assembleia da República, onde vai terminar o protesto dos taxistas contra a atividade das plataformas online de transporte de passageiros Uber e Cabify.

A fonte policial adiantou que um outro grupo vai ser distribuído entre o Areeiro e a Assembleia da República, acompanhando o trajeto em carrinhas do CI.

Os restantes elementos do CI de Lisboa vão estar de reserva nas instalações da Ajuda.

A mesma fonte disse também que a PSP, que vai estar a fazer constantes avaliações e a recolher informação, não descarta a hipótese de recorrer a elementos do CI do Porto e Faro.

Também todos os elementos das Equipas de Intervenção Rápida (EIR) de Lisboa vão estar de serviço na segunda-feira para acompanhar o protesto, que conta ainda com elementos do Grupo Operacional Cinotécnico da PSP.

O protesto nacional inicia-se às 07:00 de segunda-feira com uma concentração no Parque das Nações, em Lisboa, seguindo depois, pelas 08:30, com as viaturas em desfile até à Assembleia da República.

De acordo com as associações, os taxistas "permanecerão concentrados em frente à Assembleia da República até que a direção decida pôr fim à concentração".

O objetivo é contestar a atividade das plataformas online que permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros, com uma aplicação para smartphones que liga quem se quer deslocar a operadores de transporte. Em Portugal, operam a Uber e a Cabify.

O diploma proposto pelo Governo passa a exigir aos motoristas destas plataformas formação inicial no mínimo de 30 horas (os taxistas têm hoje 150 horas de formação) e um título de condução específico. Os carros não podem ter mais de sete anos, passam a ter de estar identificados com um dístico, terão de ter um seguro semelhante ao dos táxis e serão obrigados a emitir uma fatura eletrónica.

Além disso, não podem circular na faixa bus, não podem estacionar nas praças de táxi e só podem apanhar clientes que os tenham chamado através da aplicação

Lusa

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