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Federação conta quatro mil taxistas no protesto em Lisboa

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT), Carlos Ramos, calculou hoje que estejam presentes na manifestação dos taxistas quatro mil carros, adiantando que na cidade de Lisboa poucos estão a trabalhar.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Ramos afirmou também que em Faro e no Porto a maioria dos taxistas não está a trabalhar e que muitos não estão a participar na manifestação porque foi criado um "clima de intimidação".

"Foi criado um ambiente esta semana que assustou muitos dos nossos colegas" afirmou o líder da FPT, para justificar que muitos taxistas não estejam presentes na manifestação, depois de na semana passada os representantes do setor terem estimado que estariam presentes na marcha lenta mais de seis mil viaturas.

A reunião de urgência de mais de três horas realizada hoje entre o Governo e os representantes das associações dos taxistas, no Ministério do Ambiente, terminou sem qualquer decisão.

Carlos Ramos, deixou o Ministério sem fazer qualquer declaração, dirigindo-se para a Rotunda do Relógio, junto do aeroporto de Lisboa, onde estão concentrados os taxistas e apelou para estes não abandonarem o local, após uma reunião com o ministro do Ambiente, da qual disse trazer "uma mão cheia de nada".

Já o dirigente da ANTRAL Florêncio Almeida disse aos jornalistas que os taxistas vão ficar no local "por tempo indeterminado", até que o Governo resolva a situação.

"Houve algumas coisas que o Governo disse estar recetivo a aceitar, mas a questão dos contingentes não está fixada", acrescentou.

Centenas de taxistas estão desde a manhã de hoje em protesto junto ao aeroporto de Lisboa, bloqueando o trânsito até à rotunda do Relógio.

Lusa

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