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Costa diz que 2016 foi o "ano horrível" para o PSD

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje, no Parlamento, que 2016 foi o "ano horrível" para o PSD e que o presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho não consegue libertar-se de um passado de austeridade no país.

António Costa falava no período de questões formuladas pelo PS no debate quinzenal, na Assembleia da República, numa altura em que o PSD já tinha esgotado o seu tempo de interpelação ao primeiro-ministro.

Após o vice-presidente da bancada socialista João Paulo Correia ter atacado o PSD por ter pretendido ir além da Comissão Europeia nas exigências feitas a Portugal, quer no Orçamento para 2016, quer em relação ao Programa de Estabilidade, o líder do executivo foi ainda mais longe nas críticas à presente atuação política dos sociais-democratas.

"Este é o ano horrível para o PSD, porque 2016 foi o ano em que falhou tudo o que previu que ia acontecer. O diabo não apareceu em setembro. Já vamos em meados de outubro e nem vê-lo a apresentar-se nos balcões do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) a pedir visto de entrada em Portugal", declarou António Costa.

Esse alegado falhanço de previsões para este ano, de acordo com António Costa, "explica", de resto, que Pedro Passos Coelho "não se consiga nunca libertar do passado".

Neste contexto, o primeiro-ministro referiu-se a "três perguntas" antes formuladas pelo presidente do PSD, solicitando "não as comparações entre a anterior governação e a atual, mas, sim, comparações entre 2011 e 2015".

"Terminou aqui [Pedro Passos Coelho] dizendo que queria um duelo para debatermos como estávamos em 2015, comparando com 2011. Mas não estamos aqui a discutir 2011, porque isto não é uma academia de História. O que estamos a discutir é o presente e o futuro dos portugueses", contrapôs António Costa.

Ainda numa lógica de ataque direto ao líder do PSD, o primeiro-ministro referiu que Pedro Passos Coelho chegou a dizer "que o programa da 'troika' era verdadeiramente o seu programa e que a sua ambição era ir além da 'troika'".

Pedro Passos Coelho, também segundo o atual primeiro-ministro, em março de 2011, "afirmou que seria sempre preferível aumentar os impostos sobre o consumo do que sobre o trabalho".

"Ora, o que sabemos é que aumentou os impostos sobre o consumo, desde logo o IVA, em 2012, para arrecadar mais dois mil milhões de euros. Mas, igualmente, aumentou os impostos diretos, com a sobretaxa de IRS, e ainda por cima cortou salários e pensões", declarou.

António Costa procurou também advogar que houve estabilidade ao nível da execução orçamental este ano, o que não terá acontecido na legislatura anterior.

"Pela primeira vez desde 2010, chegámos ao fim do primeiro ano em que estamos a iniciar a discussão do Orçamento do próximo ano sem que tivesse existido um Orçamento Retificativo. O anterior Governo, em quatro anos, fez oito orçamentos retificativos", apontou.

Para António Costa, em síntese, "não é possível maior medida de instabilidade e de falhanço nas previsões do que foram dois orçamentos retificativos por ano na anterior governação, porque tal revelou falhanço em todas as previsões e falhanço na execução orçamental".

Lusa

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