sicnot

Perfil

País

Chefe do Exército espera resultados "a curto prazo" da investigação das mortes nos Comandos

Lusa

O chefe do Estado-Maior do Exército afirmou esta terça-feira que o processo interno de averiguações às causas da morte de dois recrutas do curso de Comandos estará concluído a "muito curto prazo", admitindo corrigir situações que se revelem anómalas.

"Temos a certeza que os portugueses vão acreditar e confiar nos Comandos. Eu estou seguro, o Exército é uma instituição credível que se rege pelos padrões institucionais. Neste caso concreto são situações anómalas, vamos corrigir o que tiver de ser corrigido e com certeza os portugueses perceberão", afirmou

Rovisco Duarte respondia a perguntas dos jornalistas no final de uma visita dos deputados da comissão parlamentar de Defesa Nacional ao regimento de Comandos, em Carregueira, Sintra.

Questionado se tinha conhecimento de alegadas situações de privação de água, de sono e mesmo de agressões na instrução do curso de Comandos, Rovisco Duarte respondeu que "não admite nem deixa de admitir", frisando que é preciso aguardar pelos relatórios do processo de averiguações interno e que só depois agirá "em conformidade".

"O Exército é uma instituição fortemente hierarquizada. Há responsabilidades de comando aos diferentes níveis. Os processos de averiguação estão a decorrer, vamos esperar que nos próximos tempos, no muito curto prazo estejam concluir e iremos agir em conformidade", disse.

No final da visita, o presidente da Comissão de Defesa, Marco António Costa, manifestou o apoio e a solidariedade dos deputados para com o Exército e em especial para o Regimento de Comandos.

O deputado frisou que a comissão parlamentar "está atenta" às iniciativas que foram tomadas pelas várias entidades na sequência da morte dos dois militares.

"Nós não temos uma missão de inquérito, temos uma missão de fiscalização. Nesse âmbito aguardaremos pelas conclusões dos inquéritos e averiguações para seguidamente determinarmos todas as ações que entendermos necessárias", afirmou.

"Julgo que foram tomadas as medidas necessárias para salvaguardar que a continuidade do curso não colocaria em causa a integridade das pessoas. Há sempre um risco", disse, afirmando que "há um ambiente de risco mas que são minorados em função das avaliações" que decorrem pelas "entidades competentes".

"Queremos acreditar que o futuro dos Comandos não está em causa", frisou.

Dois militares morreram na sequência do treino do 127.º Curso de Comandos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, que decorreu no dia 04 de setembro, e vários outros receberam assistência hospitalar.

As mortes estão a ser investigadas pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária Militar.

O Exército abriu um processo de averiguações interno cujas conclusões determinarão a eventual abertura de processos disciplinares. Para além deste inquérito, decorre uma inspeção técnica extraordinária que incide sobre os referenciais do curso e o processo de seleção.

Até estar concluída essa inspeção, está suspensa a realização de mais cursos. No entanto, o 127.º curso retomou as suas atividades e decorre normalmente.

Em comunicado no passado dia 26 de setembro, o Exército referiu que "não tendo sido constituído como arguido qualquer militar, não existe fundamento para a suspensão de funções de qualquer dos elementos que integram as equipas de instrutores do 127.º Curso de Comandos".

Lusa

  • Divorciados vão poder dividir filhos no IRS 

    Economia

    Os divorciados vão passar a poder dividir os filhos no IRS (imposto sobre o rendimento singular) e o Governo está a estudar soluções para que em 2018 haja um novo sistema para lidar com a guarda conjunta de filhos.

  • "Os governos são diferentes mas o povo é o mesmo"
    0:45

    Economia

    O Presidente da República atribui o resultado do défice do ano passado ao espírito de sacrifício do povo português. Num jantar em Coimbra para assinalar o Dia do Estudante, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que o valor do défice de 2016 é a prova de que com governos diferentes conseguem-se os mesmos objetivos.

  • Recuo na saúde é primeira derrota de peso para Donald Trump
    1:18

    Mundo

    O Presidente norte-americano sofreu esta sexta-feira uma derrota de peso. O líder da Câmara dos Representantes retirou a proposta do plano de saúde de Trump, que se preparava para um chumbo na câmara baixa do Congresso. Para já, mantém-se o Obamacare.

  • Pai do piloto da Germanwings defende inocência do filho

    Mundo

    O pai de Andreas Lubitz declarou esta sexta-feira que o filho não é o responsável pelo embate do avião da Germanwings contra um local montanhoso, que fez 150 mortos. O Ministério Público alemão concluiu em janeiro que o incidente em 2015 foi apenas da responsabilidade do piloto.