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Marcelo Rebelo de Sousa enaltece unidade nacional e vocação natural dos portugueses 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enalteceu hoje a "unidade nacional", considerando que há uma vocação natural dos portugueses e uma excelência dos melhores, apesar de haver muitas vezes o complexo em considerá-los como tais.

No encerramento do IV encontro anual do Conselho da Diáspora, que hoje decorreu em Cascais, Marcelo Rebelo de Sousa falou da experiência que sempre teve em reuniões internacionais de que os portugueses são "melhores na generalidade dos casos do que os melhores" que vêm de outras economias e sociedades, o que se aplica "aos sucessivos presidentes da República, primeiros-ministros, governantes e responsáveis políticos".

"Há uma vocação natural dos portugueses e há uma excelência daqueles que são dos melhores dos portugueses e que nós temos muitas vezes o complexo de considerar como tais", enfatizou.

O chefe de Estado elogiou os casos de projeção internacional como Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia, do antigo Presidente da República Jorge Sampaio em algumas causas internacionais no seio das Nações Unidas e de António Guterres como alto-comissário para os refugiados.

"Quando se culmina numa grande vitória como a eleição de António Guterres quem acompanhou o processo dessa vitória viu que só foi possível por uma grande unidade nacional", voltou a referir.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, esta vitória teve um "enorme o mérito do Governo, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do primeiro-ministro", mas enalteceu também o mérito da oposição, que junto das respetivas famílias políticas exerceu uma atividade importante, de persuasão.

Para o Presidente da República, o traço da unidade nacional é também evidente no Conselho da Diáspora, recordando o simples facto de ter estado em todas as reuniões o líder da oposição.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda o facto de na sala, hoje, estarem dois antigos primeiros-ministros [Pedro Passos Coelho e Durão Barroso], uma antiga ministra [a líder do CDS-PP, Assunção Cristas], e atuais governantes, o que "revela a noção do caráter nacional desta aposta".

"E por isso eu estou feliz pelo doutor Durão Barroso ter apostado também nesta causa", disse, referindo-se ao facto de ser presidente da Mesa do Conselho da Diáspora.

Na opinião do chefe de Estado, "uma instituição, que volvidos quatro anos, ganha em repensar-se porque há realidades que mudaram está a cumprir a sua missão".

Lusa

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