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Museu Militar dos Açores vai ampliar espaço em 2017

EDUARDO COSTA

O Museu Militar dos Açores, que este ano comemora uma década, vai ampliar o seu espaço dentro do Forte de São Brás em 2017 e continuar o seu esforço de aproximação ao público local.

"O projeto tem em vista conquistar mais áreas, para ter outro tipo de salas, podendo até mesmo ter salas que permitam atividades não só militares, como exposições de pintura e escultura, que permitam à sociedade civil usar este espaço", afirmou, em declarações à agência Lusa, o diretor do museu, Manuel Marcha, precisando que será criada uma sala multiusos.

Inaugurado em 2006, o Museu Militar dos Açores, sediado no Forte de São Brás, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, tem patente ao público várias peças de artilharia, fardamento e viaturas, entre outras, algumas das quais doadas pelo fundador, o coronel Salgado Martins.

Para a direção do museu, é importante que esta infraestrutura ligada à memória militar se afirme "enquanto continuação do espaço público, dispondo sempre de melhores condições", apesar de estar dentro de uma fortificação militar, considerada "um baluarte da arquitetura militar em Portugal".

Para 2017, referiu o diretor do Museu Militar dos Açores, há o objetivo de iniciar um programa de rádio e escrever um livro para "dar a conhecer às novas gerações as façanhas dos militares que usaram os objetos expostos", assim como prosseguir o esforço de aproximação do público local.

Segundo Manuel Martins, é necessário "quebrar uma certa barreira psicológica das pessoas relativamente às instituições militares".

Este museu destina-se a todos os públicos, embora sejam maioritariamente turistas que o visitam, atraídos pela arquitetura do forte.

"É um museu não só para militares, que aqui deixam a sua memória, mas para todas as pessoas", considerou o diretor da instituição, que este ano já registou a entrada de 34 mil visitantes, garantindo-lhe a autossustentabilidade financeira.

A entrada no museu, localizado junto à avenida marginal de Ponta Delgada, custa três euros por pessoa, mas há várias isenções em vigor, à semelhança do que ocorre nos restantes museus nacionais.

"Independentemente do valor criterioso que temos aqui de algumas peças, para mim a verdadeira joia é a arquitetura do forte, o que ele representa na cidade. É quase um ícone da cidade", salientou o responsável, acrescentando tratar-se de uma construção de 1562, que se tem adaptado ao tempo e às funções que lhe têm sido atribuídas.

Além do Museu Militar dos Açores, o Forte de São Brás acolhe, atualmente, o gabinete do comandante da Zona Militar dos Açores.

Lusa

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