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Jerónimo avisa que posição conjunta com PS tem "alcance limitado"

M\303\201RIO CRUZ

O secretário-geral do PCP avisou esta quinta-feira que a posição conjunta com o PS tem um "alcance limitado" e que os comunistas têm "toda a liberdade" de iniciativa, exemplificando com a proposta para reposição dos 25 dias de férias.

Em Braga, de visita ao Presépio de Priscos, Jerónimo de Sousa explicou que a alteração nos dias de férias, que o PCP reclama e se prepara para levar à votação na Assembleia da Republica, "de facto" não faz parte da posição conjunta acordada com o PS mas que estas divergências entre PCP, PS e Governo "não abalam" o acordo alcançado com os socialistas que permitiu a atual solução governativa.

O líder comunista avisou ainda que "não espera os reis Magos" no que toca a 2017 e que é preciso "aprofundar e continuar a desenvolver" a "janela de esperança" que o país abriu.

"É importante sublinhar que o entendimento expresso na posição conjunta PS/PCP tem um alcance limitado, é ele que define o grau de convergência, essa posição conjunta, mas nada impede, antes pelo contrário, que a sede legislativa por excelência, que é a Assembleia da Republica, não esteja prisioneira de nenhuma posição comum, de nenhum acordo, antes pelo contrário, o PCP tem toda a liberdade e capacidade de iniciativa de propostas", respondeu Jerónimo de Sousa, questionado sobre as diferentes posições entre PS e PCP quanto ao aumento dos dias de férias.

No entanto, salientou, o facto de ambos os partidos terem posições divergentes "não abala" o acordo entre eles.

"Já várias vezes temos divergido do PS e do Governo do PS. Posso dizer que, no caso do Banif, um caso de maior envergadura, e em coerência com o seu posicionamento, o PCP votou contra. Às vezes esquece-se que o nosso primeiro e principal compromisso é com os trabalhadores e com o povo e não com o PS", lembrou o líder comunista, que realçou, no entanto que o partido está "comprometido com a posição conjunta entre PS e PCP".

Sobre 2017, Jerónimo de Sousa deixou votos de esperança e confiança mas também alertas.

"Não espero pelos reis Magos. O que confio é que este caminho de avanços, mesmo limitados, dessa tal janela de esperança que abriu não se perca, há que aprofundar continuar a desenvolver", referiu.

Lusa

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