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Parque Expo extinta a 31 de dezembro

O Parque das Nações e a Baixa são as zonas onde foram vendidas mais  casas de luxo, "com os preços médios de venda no segmento mais alto do mercado  a atingirem perto de 6 mil e 6.800 euros por metro quadrado, respetivamente" (LUSA)

Tiago Petinga

A Parque Expo, em Lisboa, é formalmente extinta no sábado, 31 de dezembro, cinco anos depois de a então ministra do Ambiente, Assunção Cristas, ter anunciado o fim, a prazo, daquela empresa pública, disse à Lusa fonte do Governo.

"Por deliberação dos acionistas, o prazo de liquidação da Parque Expo foi fixado em 31 de dezembro de 2016", lê-se numa nota enviada à Lusa por fonte do Ministério do Ambiente.

Em agosto de 2011, a ministra do Ambiente do Governo PSD/CDS-PP anunciou que a Parque Expo ia ser extinta, porque o objetivo da empresa se tinha esgotado e porque apresentava dívidas avultadas.

"É intenção do Governo fechar a Parque Expo. A decisão política está tomada. Tem a ver com a análise que está a ser feita no seio do Governo no sentido de perceber que estruturas têm razão de existir no quadro do Estado e que estruturas devem ser extintas. Tem tudo a ver com a racionalização de estruturas e despesas", adiantou na altura Assunção Cristas.

A empresa foi criada em 1993 para construir, explorar e desmantelar a Expo'98, tendo depois alargado as suas competências à escala nacional e internacional.

Além disso, era a responsável pela gestão urbana da agora freguesia do Parque das Nações e geria os projetos do Programa Polis em diversas cidades.

Participou em 27 projetos de reabilitação de centros históricos, como, por exemplo, em Mafra, Vila Nova de Gaia, Viseu, Évora, Marvão e na Baixa Pombalina, em Lisboa, e na recuperação ou construção de equipamentos públicos, como a Casa das Artes, no Porto, ou a Fortaleza de Sagres.

Também geriu a participação portuguesa em exposições internacionais após a Expo'98, como na exposição de Saragoça ou na de Xangai, e participado em projetos internacionais em Angola, Argélia, Brasil, Cabo Verde, Egito, Espanha, Marrocos, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Tunísia.

Em dezembro de 2010, o endividamento da Parque Expo atingia os 224,9 milhões de euros.

Entretanto, o Governo teve de decidir que solução dar aos bens da empresa, nomeadamente o Pavilhão Atlântico, o Pavilhão de Portugal, o Oceanário, a Marina e a Blueticket, que presta serviços relacionados com a bilhética.

Tinha ainda participações minoritárias em outras empresas, como a que explora a Gare do Oriente, uma outra que constrói e faz manutenção de teleféricos e duas de promoção, desenvolvimento e construção imobiliária.

O Pavilhão Atlântico foi vendido ao grupo Arena Atlântida, que o batizou de Meo Arena, e o Oceanário concessionado à Sociedade Francisco Manuel dos Santos (SFMS) por 30 anos.

Para pagar parte da dívida, a Parque Expo entregou também o Pavilhão de Portugal ao Estado, que posteriormente o entregou a título definitivo à Universidade de Lisboa.

No âmbito desta extinção, foram eliminados 161 empregos, através da rescisão de contratos por mútuo acordo ou do recurso ao despedimento coletivo.

Lusa

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