sicnot

Perfil

País

Medo pela vida é o principal motivo que leva vítimas de violência doméstica a pedir ajuda

O "sentir medo pela sua vida" e o agravamento da violência doméstica foram os motivos que levaram a maioria das vítimas a pedir ajuda às autoridades, segundo um estudo da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG).

O Estudo Avaliativo sobre o Grau de Satisfação de Utentes da Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica, que decorreu entre dezembro de 2015 e junho de 2016, inquiriu 44 mulheres e um homem acompanhados pela rede.

Segundo o estudo, promovido pela CIG e realizado pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa, foram "diversos os motivos que suscitaram este pedido de apoio".

Entre os motivos, destacam-se "o sentir medo pela sua vida e segurança pessoal" (23 utentes), o agravamento da violência (20), o cansaço relativamente à violência (19), o ter decidido sair da relação (12) e o medo sentido pela segurança de filhos ou familiares (11).

Mais de metade das vítimas (25) tem até 45 anos e somente duas têm mais de 65 anos. Dez completaram o 9.º ano, 11 o ensino secundário e nove tinham licenciatura. As restantes 15 utentes completaram no máximo o 6.º ano.

Dezassete tinham passado por um processo de divórcio ou de separação, 14 viviam numa relação de casamento ou em união de facto, havendo 12 casos de pessoas solteiras e dois de viuvez.

Nestes casos, predominam "as situações de utentes com rendimentos escassos e cuja principal fonte de rendimento não é o seu salário".

A maioria destas mulheres tem filhos menores e, mesmo em casos de filhos que já atingiram a maioridade, estes são em grande parte economicamente dependentes delas (29).

Grande parte das vítimas (32) teve de mudar de localidade por questões de segurança. Atualmente, sete moram sós e cinco em casas de abrigo. Há ainda 27 que residem com filhos.

Outras quatro vivem só com o agressor e duas com o agressor e os filhos, refere o estudo, publicado no "site" da CIG.

Do total das vítimas, 23 contactaram a rede pela primeira vez em 2015 e 11, o ano passado. Para 38 vítimas, o primeiro pedido de ajuda foi feito "num momento de crise e emergência"

Devido à violência, 36 vítimas tiveram de deixar a sua casa em situação de emergência, beneficiando de acolhimento, sobretudo, em casa de familiares ou de amigos (23).

Perto de metade (21) passou por uma ou mais casas de abrigo. Destas, cinco mantinham-se ainda acolhidas.

Quanto ao acompanhamento de filhos, 11 disseram que estes continuam a ser acompanhados por um psicólogo da escola ou centro de saúde devido ao que passaram.

Devido às agressões, 21 mulheres tiveram de recorrer a serviços de saúde. Seis fizeram-no uma vez, mas 14 duas ou mais vezes.

A maioria (39) denunciou a situação às forças de segurança, ao Ministério Público e ao Instituto de Medicina Legal, tendo sido atribuído o estatuto de vítima a 36.

Apenas 11 agressores foram obrigados a frequentar programas de intervenção para agressores, refere o estudo, ressalvando que 19 utentes desconhecem o andamento do processo ou não responderam a esta questão

Em 18 casos, os agressores foram alvo de medidas de coação e em oito foram aplicados meios técnicos de controlo à distância para fiscalizar a medida de proibição de contacto.

As entrevistas mostram que, em muitos casos, os agressores foram sujeitos a pena suspensa.

Lusa

  • "Desisto com muita dificuldade, só abandono a liderança se houver rebelião"
    2:39
  • Como um tweet de Kylie Jenner levou à queda das ações do Snapchat

    Economia

    As ações da Snap Inc., empresa que gere o Snapchat, fecharam a cair 6% na bolsa de Wall Street, esta quinta-feira, depois de Kylie Jenner ter anunciado que tinha deixado de usar a aplicação. A celebridade norte-americana tem mais de 24 milhões de seguidores e é considerada uma das utilizadoras mais influentes do Snapchat.

  • Arqueólogos anunciam descoberta de selo com assinatura do profeta Isaías

    Mundo

    Arqueólogos israelitas afirmam ter descoberto a marca de um selo num pedaço de argila que exibe o que consideram ser a assinatura do profeta bíblico Isaías, a quem se atribui a autoria de um livro do Antigo Testamento e de vários excertos do Novo Testamento. O achado arqueológico agora divulgado poderá ser a primeira prova da existência do profeta Isaías até agora encontrada. A descoberta aconteceu em Jerusalém, próximo do local onde foi encontrada um outro selo com a impressão da assinatura do rei Ezequias de Judá.

  • Escolas da Portela e Moscavide degradadas e com amianto
    3:00
  • Marcelo de "alma cheia" no fim da visita a São Tomé e Príncipe
    2:43

    País

    O Presidente da República terminou esta quinta-feira no Príncipe uma visita de três dias a São Tomé. Marcelo Rebelo de Sousa prometeu o reforço da cooperação económica e anunciou a visita de António Costa antes do Verão. e lembrou os políticos portugueses de que é muito mais o que nos une, do que o que nos separa.

    Enviados SIC

  • Não dá mais, Brasil!
    18:00