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Segurança de bar de Braga que deixou cliente em estado vegetativo alega defesa

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O alegado "segurança" de um bar de Braga acusado de agressão violenta a um cliente, deixando-o em estado em estado vegetativo, afirmou esta sexta-feira, no início do julgamento, que apenas lhe deu "um estalo" para se defender.

No Tribunal de Braga, o arguido, de 45 anos, alegou ainda que, antes disso, tinha sido agredido, ameaçado e insultado por aquele cliente e pelo grupo que o acompanhava, alegadamente "metaleiros" que iriam assistir a um festival em Barroselas, Viana do Castelo.

O arguido afirmou ainda que nunca exerceu as funções de segurança e que no dia dos factos nem sequer trabalhava no bar em questão, tendo apenas exercido por alguns momentos as funções de porteiro, para "dar uma mão" ao gerente do bar, seu amigo.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), um cliente do Insólito Bar, em Braga, foi agredido, na madrugada de 29 de março de 2015, pelo arguido com um "violento estalo", seguido de dois murros na cara.

Caiu de imediato "desamparado", bateu com a parte de trás da cabeça no chão e ficou inconsciente, a sangrar da cabeça e da boca.

Fruto das lesões, a vítima, que na altura tinha 39 anos, mantém-se, desde então, em estado vegetativo, não falando e sendo alimentado por uma sonda.

Após a agressão, o "segurança" abandonou o local e "fechou-se" no interior do bar.

O MP diz que a agressão surgiu após um desentendimento relacionado com o cartão de consumo da vítima.

Acrescenta que o arguido agiu motivado "por sentimentos de cólera, baseados em motivos fúteis ou insignificantes".

Sublinha ainda que ele nunca deteve cartão profissional que o habilitasse para o exercício de segurança privada.

O arguido está acusado de um crime de ofensa à integridade física qualificada e de um crime de exercício ilícito de segurança privada.

Na primeira audiência do julgamento, o arguido disse que os problemas surgiram quando a vítima queria sair do bar sem ter o respetivo cartão de consumo carimbado.

Alegou que apenas lhe pediu que esperasse pela chegada do gerente do bar, mas que como resposta obteve ameaças, insultos e agressões, nomeadamente por parte de uma mulher que integrava o grupo que acompanhava a vítima.

"Ele (vítima) veio também em direção a mim, senti-me ameaçado e dei-lhe um estalo de mão aberta e ele desfaleceu de imediato à minha frente", contou.

Alegou que o estalo "até nem foi assim com tanta força".

Disse ainda que o grupo teria umas 50 pessoas, que se mostravam "alucinadas".

O gerente do bar também é arguido no processo, estando acusado de um crime de exercício ilícito de segurança privada.

Este arguido disse que os membros do grupo que acompanhava a vítima estavam "muito bêbedos".

Disse ainda que o primeiro arguido já tinha trabalhado no bar mas nunca como segurança, fazendo apenas "portaria", entregando e recebendo os cartões de consumo.

Entretanto, tinha arranjado um novo emprego, como mecânico, mas nunca deixou de frequentar aquele bar, dando "uma ajuda" ao gerente "de vez em quando".

Depois do crime, o bar passou a ter segurança, a cargo de uma empresa da especialidade.

Lusa

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