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Professores sem novas propostas do Ministério para reunião de hoje

Os sindicatos de professores criticaram o Ministério da Educação por não ter enviado qualquer nova proposta para negociação nas reuniões marcadas para hoje, no âmbito da vinculação extraordinária e dos concursos de docentes.

A Associação Sindical dos Professores Licenciados (ASPL) admite, em comunicado, convocar "ações de descontentamento públicas", caso se mantenham as propostas até agora avançadas pelo ministério. De acordo com a estrutura sindical, são inúmeros os contactos de professores a demonstrar "o desagrado e deceção" perante as propostas da tutela, que "menospreza a oportunidade de superar as várias injustiças nas colocações nos últimos anos".

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, estranhou igualmente que a menos de 24 horas da reunião negocial, o Ministério da Educação não tenha enviado qualquer novo documento para análise, conforme estabelecido.

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) admitiu já na semana passada levar os professores a manifestarem-se em frente ao ministério, em Lisboa, caso não seja alcançado um acordo, depois de ter classificado como inclusiva a reunião de 6 janeiro. Na ocasião, a estrutura sindical estimou em cerca de 4.000 o número de professores a abranger pela vinculação extraordinária, o que considerou "claramente insuficiente".

Na quarta-feira, em conferência de imprensa, o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, defendeu que os professores de língua gestual portuguesa devem ser considerados como tal e não técnicos especializados, no âmbito do novo diploma de concursos, reiterando a intenção de realizar uma manifestação à porta do ministério, caso não se verifiquem avanços nesta matéria.

Termina hoje o período de negociação regular, podendo ainda os sindicatos uma negociação suplementar.

Lusa

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