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Ajudas à Madeira "nunca serão totalmente suficientes"

O ministro da Economia admitiu esta terça-feira que as ajudas a atribuir à Madeira na sequência dos incêndios de agosto de 2016 "nunca serão totalmente suficientes, mas um apoio", recordando que logo na altura foram mobilizados "apoios de emergência".

Questionado pelos jornalistas relativamente à proposta esta terça-feira formalmente apresentada pela Comissão Europeia de um auxílio de cerca de quatro milhões de euros à Madeira, provenientes do Fundo de Solidariedade da União Europeia, Manuel Caldeira Cabral disse não conhecer ainda "qual a fundamentação, nem a que se referem esses apoios", mas admitiu que "os valores das ajudas nunca serão totalmente suficientes".

"Não posso comentar mais porque não vi ainda qual é a fundamentação nem a que é que se referem esses apoios, mas saliento que houve logo apoios de emergência - nomeadamente do Turismo de Portugal, mas também ao nível do apoio ao comércio - que foram avançados anteriormente", afirmou o governante à margem de uma conferência sobre o Orçamento do Estado para 2017, no Porto.

Salientando que Portugal terá ainda "que analisar esses números e ver em que medida é que eles são suficientes para fazer face a todas as questões e problemas que se levantam", o ministro reconheceu que o ideal seria sempre "que esses apoios fossem mais generosos e mais amplos para poder fazer face a todos os prejuízos que ocorreram, que são claramente superiores a esse montante".

A Comissão Europeia propôs esta terça-feira formalmente um auxílio de cerca de quatro milhões de euros à Madeira, provenientes do Fundo de Solidariedade da União Europeia, para ajudar a fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios de agosto de 2016.

O pacote de assistência financeira proposto esta terça-feira pelo executivo comunitário aguarda agora a aprovação do Parlamento Europeu e do Conselho (Estados-membros), tendo Bruxelas já adiantado no ano passado 10% do montante da ajuda agora formalmente proposta.

A 10 de novembro de 2016, a Comissão Europeia já desembolsou 392.500 euros como adiantamento da ajuda do Fundo de Solidariedade da União Europeia à Madeira, explicando que o montante havia sido calculado com base na avaliação preliminar do pedido formal de assistência que recebeu das autoridades portuguesas a 21 de setembro.

Estimava-se que o total de auxílios ascenderia a 3,925 milhões de euros, pelo que se antecipou 10%.A Comissão explicou na ocasião que, assim que tivesse concluído a apreciação do pedido de ajuda formulado por Portugal na sequência dos incêndios de agosto passado na Madeira, proporia o montante definitivo de ajuda, o que aconteceu então est terça-feira.

Os incêndios da segunda semana de agosto causaram três mortos, um ferido grave, destruição parcial ou total de 300 habitações, dezenas de desalojados e prejuízos avaliados em 157 milhões de euros.

Lusa