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Bicicletas partilhadas de Lisboa estarão a funcionar em toda a cidade em junho

© Reinhard Krause / Reuters

O presidente da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) apontou esta quarta-feira que a rede de bicicletas partilhadas irá iniciar a sua fase de teste em março ou abril, estando a funcionar em pleno em junho.

."Temos tudo preparado para que em março ou abril tenhamos o ponto de teste das bicicletas partilhadas montado na Expo", afirmou Luís Natal Marques no seminário "Mobilidade e Qualidade de Vida nas Cidades", que decorreu hoje em Lisboa. Segundo o presidente da EMEL, "em junho será possível ter as 1.400 bicicletas a funcionar em toda a cidade".

Em outubro, Natal Marques explicou à agência Lusa que este projeto iria começar por funcionar numa zona piloto, nomeadamente o Parque das Nações, por ser uma zona "mais contida da cidade".

Em causa está uma rede de 1.410 bicicletas (940 elétricas e 470 convencionais) distribuídas por 140 estações: 92 no planalto central da cidade, 27 na baixa e frente ribeirinha, 15 no Parque das Nações e seis no Eixo Central (que abrange as avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade).

Em outubro de 2015, a EMEL lançou um concurso público para "aquisição, implementação e operação do Sistema de Bicicletas Públicas Partilhadas na cidade de Lisboa", com um valor base de 28,9 milhões de euros e um prazo contratual de 108 meses (nove anos). Após a exclusão por questões formais das dez candidaturas apresentadas - que eram, essencialmente, de empresas estrangeiras -, a EMEL decidiu lançar um novo concurso, que resultou na escolha da empresa "Órbita".

Em outubro, o responsável frisou que "a concorrência" levou a que o preço base do concurso baixasse em 20% para 23,09 milhões de euros.Hoje, Luís Natal Marques salientou que "os 23 milhões de euros não são só para comprar as bicicletas". "É para isso, para aquisição do sistema e para manutenção" durante os nove anos, disse.

Durante a sua intervenção, o responsável avançou também que "a Madragoa vai passar a ser uma zona de acesso limitado" a automóveis, à semelhança do que já acontece noutras zonas da cidade. Também presente no seminário que assinalou os 25 anos da Fernave (Formação Técnica, Psicologia Aplicada e Consultoria em Transportes e Portos), o vereador da Mobilidade de Proximidade da Câmara Municipal de Lisboa apontou que o município tem "apostado nos novos modos suaves" de transporte.

Na opinião de Carlos Castro, o recém-inaugurado Eixo Central, que conta agora com uma ciclovia bidirecional, é um dos exemplos na cidade que "mostra a capacidade de as pessoas usarem a bicicleta". "Estamos a garantir condições para que as pessoas possam usar o modo de transporte que quiserem", apontou, advogando que "às vezes é mais fácil chegar a certos pontos da cidade de bicicleta do que de transportes públicos".

Sobre os transportes públicos, Carlos Castro vincou que este é um setor onde "há falta de qualidade". Por isso, perante responsáveis da Comboios de Portugal, da EMEL e da Carris, o autarca defendeu que "ninguém ganha nada com a concorrência" entre estas entidades, e que é "necessária articulação". "Temos de deixar a logística dos corporativismos institucionais e pensar nos interesses das pessoas", observou, defendendo reuniões periódicas entre diversas instituições de mobilidade.

Em resposta, o presidente da Carris, Tiago Farias, partilhou a ideia de que "não se chega a bom porto sem a partilha de experiências, ideias, equipamentos e espaço público", nem "sem proximidade".No seguimento, o responsável questionou, porém, "quantas vezes reuniu a Câmara de Lisboa com a Carris nos últimos 20 anos? Eu diria cinco vezes, e assim não se partilha nada".

Lusa

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