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Autoridades apelam para informação sobre "mortalidade anormal" de aves

Nordeste é o único lugar do mundo onde resiste e habita a ave endémica Priolo, uma das mais ameaçadas na Europa.

Milton Mendonça

As autoridades sanitárias estão a identificar capoeiras domésticas em torno do ponto onde foi encontrada uma garça com gripe aviária, pedindo às pessoas que informem sobre eventuais "mortalidades anormais".

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou na terça-feira a deteção no Algarve de uma garça-real (Ardea cinerea) infetada com o vírus da gripe aviária (vírus influenza A do subtipo H5N8).

Hoje, o diretor-geral de alimentação e veterinária, Fernando Bernardo, disse à Lusa que o subtipo de vírus encontrado na garça morta não se transmite aos humanos mas pode no entanto passar para produções domésticas ou industriais de aves e que esse procedimento de identificar explorações domésticas nas imediações do local onde foi encontrado o cadáver é o normal.

"Trata-se apenas de uma garça-real que morreu, cujo cadáver foi recolhido e no qual se encontrou um vírus da gripe aviária", não havendo "motivo para nenhum tipo de alarme".

Segundo Fernando Bernardo o aparecimento de algum caso até era "expectável desde outubro", quando aves do norte da Europa começaram a voar para o sul para passar o inverno, tendo em conta que foram detetados muitos casos em países como a França, Alemanha ou Hungria.

"Nessa altura aumentámos o nível de alerta do nosso plano de vigilância da doença, nomeadamente em zonas de risco, as que são frequentadas por essas aves, pedindo a todas as entidades que observam as aves mortas para que colaborassem connosco na entrega de aves", explicou o responsável.

Foi assim que no dia 26 de janeiro, na ria de Faro, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR, encontrou o cadáver da garça, que se verificou estar infetado.

Fernando Bernardo salientou que na região do Algarve não há aviários industriais mas pediu aos donos de capoeiras domésticas para que avisem a GNR ou as autoridades veterinárias para alguma mortalidade anormal das suas aves.

Mas frisou que de momento não há qualquer motivo para que as pessoas se desfaçam de qualquer ave.A gripe aviária é uma das doenças de declaração obrigatória mundial.

Portugal, lembrou o diretor-geral, teve focos da doença em 2013 e também já tinha tido em 2007, quando foram infetadas explorações de aves na zona da Malveira e da Lourinhã.No comunicado divulgado na terça-feira a DGAV indicava que "foi já proibido o comércio de aves em mercados rurais, largadas de pombos, de espécies cinegéticas criadas em cativeiro e caça com negaças vivas. Foi igualmente dirigido um apelo aos detentores de aves em capoeiras domésticas para não realizarem movimentações desses animais".

Lusa

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