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ONG de Ambiente vão sensibilizar portugueses e propor soluções na defesa da natureza

© Marcos Brindicci / Reuters

As seis organições ambientalistas da C6 vão dedicar 2017 a sensibilizar os portugueses para a defesa da natureza, a denunciar e propor soluções para a conservação, e a avaliar se os municípios estão a reduzir áreas protegidas.

"Em 2017, selecionamos três temas para a nossa agenda e vamos fazer uma campanha de sensibilização e mobilização das pessoas para defender a natureza em Portugal", disse hoje à agência Lusa a responsável do WWF Portugal, Angela Morgado, que assumiu a coordenação da C6, a coligação portuguesa de organizações não governamentais de ambiente.

A forma de financiamento da conservação da natureza, o "grande fundo para o ambiente" criado pelo Governo, ao reunir todos os fundos existentes nesta área num só, e a possibilidade de os Planos Diretores Municipais (PDM) reduzirem as áreas protegidas são as questões que vão ter a atenção das seis organizações.

"Em junho, fazemos um momento de denúncia com o que pensamos não estar bem na natureza, em Portugal, e depois um momento de construção, de sugestão, para responder a essa denúncia, com propostas de soluções", referiu Ângela Morgado, acrescentando que está a ser planeado um evento para mobilizar os portugueses, em novembro.Entre as ações em estudo para sensibilizar os cidadãos, está a realização de um 'dia aberto', de uma marcha pela natureza ou um ponto de tertúlia e reflexão sobre o estado da natureza e as propostas para melhorar a situação.

Depois de realizar reuniões com as instituições relacionadas com as temáticas escolhidas, a C6 pretende elaborar um documento sobre o Fundo Ambiental, com "o que está bem e o que está mal", referiu a ambientalista, acrescentando que não houve qualquer contacto do Governo com organizações não governamentais para obter opiniões acerca da decisão de juntar todos os fundos.

"Vamos falar sobre a importância das áreas protegidas e apresentar propostas para uma política efetiva de proteção e valorização" destas zonas, salientou Ângela Morgado.A possibilidade de os PDM fazerem uma reconversão do ordenamento previsto para algumas áreas protegidas preocupa a C6, que vai analisar, por todo o país, se alguns dos instrumentos municipais focaram este aspeto.

"Não queremos que desapareçam áreas que estão estabelecidas, delimitadas e designadas como protegidas para dar lugar a outras áreas com impactos negativos na natureza e na biodiversidade", garantiu. A provar-se que, "de norte a sul do país, os PDM estão a afetar e a reduzir a área da REN [Notes:Rede Ecológica Nacional] , vamos sugerir uma alternativa em termos de legislação", avançou a coordenadora da C6 em funções.

O WWF, Fundo Mundial para a Natureza, assume hoje a coordenação da C6 para 2017, com base no princípio da rotatividade, vindo substituir a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), que teve a tarefa em 2016, depois da Liga para a Proteção da Natureza (LPN), em 2015, quando foi criada a coligação. Além do WWF Portugal, da SPEA e da LPN fazem parte da C6 o Grupo de Estudos e Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), o Fundo para a Proteção de Animais Selvagens (FAPAS) e a Quercus.

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