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Psicólogos lançam campanha por escola saudável

© Gretchen Ertl / Reuters

A Ordem dos Psicólogos lança hoje uma campanha para tornar as escolas "mais saudáveis" e vai atribuir anualmente um selo de distinção aos estabelecimentos de ensino que se destaquem por boas práticas, disse à agência Lusa o bastonário.

"Os requisitos serão lançados hoje com a campanha e vão ao encontro de uma preocupação que penso que todos os pais têm: será que a escola dos meus filhos é saudável?", afirmou Francisco Rodrigues.

Para levar a campanha às escolas, foi elaborado um manual de boas práticas destinado a garantir "um maior bem-estar" a toda a comunidade educativa, explicou.

A Ordem insiste que são necessários mais profissionais nas escolas e com maior participação na preparação das atividades escolares.

A última contratação oficial (contrato efetivo) foi feita em 1999, segundo o responsável, sendo que, deste grupo, se mantêm em funções cerca de 300 psicólogos. O rácio por aluno é de 1/1.700, mas a meta é atingir 1/1000, indicou Francisco Rodrigues, acrescentando que foi neste sentido que foi assinado um protocolo com a Direção Geral de Educação, com contratações a começarem este ano, nomeadamente com "a contratação agora de cerca de 200 psicólogos".

Francisco Rodrigues estima que faltem cerca de 500 psicólogos para serem alcançados os rácios pretendidos."O problema, neste momento, é que mesmo os psicólogos que estão nas escolas não estão a tempo inteiro", afirmou, referindo que muitas vezes só conseguem dar resposta às solicitações mais urgentes: "O trabalho de prevenção está completamente posto em causa".

Os psicólogos consideram que uma maior intervenção poderia resultar em menos custos para o Estado, alegando que uma reprovação tem um custo de 4.000 euros/ano para os contribuintes e que um aluno que reprova tem 300% mais de probabilidades de voltar a chumbar e ter outras situações problemáticas no futuro."Os psicólogos atualmente terminam os seus contratos quando termina o ano letivo e só voltam a ser contratados lá para o final de setembro", lamentou, criticando a descontinuidade do trabalho e ausência na preparação do ano letivo.

Lusa

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