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PSD acusa Governo de aumentar precariedade no Estado em 10%

O PSD acusou esta sexta-feira o Governo de ter aumentado a precariedade no Estado em 10% e de estar a correr atrás do problema gerado pela reposição das 35 horas, questionando a forma como o executivo pretende integrar os precários no Estado.

Segundo o relatório hoje divulgado, o Ministério das Finanças identificou quase 100 mil trabalhadores sem vínculo permanente na Administração Central e empresas públicas, e até março vai quantificar os precários existentes neste universo.

O PCP e o BE reagiram de imediato no parlamento a este relatório, tendo a posição do PSD sido conhecida através da 'newsletter' diária, na qual acusam o Governo de ter falhado em dar resposta ao problema criado pela reposição das 35 horas de trabalho semanal já que os serviços públicos mantiveram as mesmas necessidades de pessoal.

"O governo do PS, apoiado pelas esquerdas radicais, apresentou como solução o recurso ao trabalho precário. Em apenas um ano em funções, o Governo aumentou a precariedade em 10%", acusam.

De acordo com o deputado do PSD António Leitão Amaro, "o número de funcionários na Administração Pública aumentou cerca de 6 mil, o número de precários aumentou ainda mais, 7 mil", criticando a vinculação extraordinária de mais de três mil professores com contrato a termo anunciada esta semana pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

"O Governo corre atrás dos problemas que criou, desde a reposição das 35 horas. Mas, conforme o PSD tem defendido, o executivo de António Costa e Mário Centeno devia estar a promover o crescimento da economia", defende.

O deputado social-democrata questiona ainda a forma como o Executivo pretende integrar os trabalhadores precários no Estado e quer saber se vão ser respeitadas as regras de transparência, de igualdade e de não discriminação.

"Como é que isto casa com um compromisso que o Governo assumiu com a União Europeia de emagrecimento do número de funcionários na Administração Pública?", perguntou ainda, avisando que "isto significa esforço dos portugueses em impostos".

O PSD assume uma posição contra o trabalho precário no Estado, defendendo "uma legislação que não precisa de precários, porque tem um regime muito mais equilibrado"."Para combater o trabalho precário, é imprescindível criar riqueza, pois só assim será possível criar mais e melhor emprego", evidenciam.

Lusa

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