sicnot

Perfil

País

Maior número de sempre de órgãos colhidos para transplante em 2016

1987 - Primeiro transplante de medula óssea realizado em Portugal.

© Fabian Bimmer / Reuters

O número de órgãos colhidos para transplante em 2016 foi o maior de sempre, tendo-se registado pela primeira vez transplantes com órgãos de dadores em paragem circulatória ("coração parado"), segundo a Coordenação Nacional da Transplantação.

Os dados da doação e transplantação de órgãos em 2016, que serão apresentadas esta segunda-feira pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), em Lisboa, apontam para um aumento de órgãos colhidos de dador falecido, que subiram de 896 em 2015 para 936 em 2016.

Destes, foram transplantados 784 órgãos, o que reflete uma taxa de utilização de 84% (79% em 2015).

O número de órgãos (provenientes de dador falecido, vivo e sequencial) transplantados também aumentou: de 824 para 864.

Destes 864 órgãos transplantados, o maior número ocorreu na transplantação renal (499), seguindo-se a hepática (272), a cardíaca (42), a pulmonar (26) e a pancreática (25).

Segundo a Coordenação Nacional da Transplantação, estes dados representam o "maior número de transplantes hepáticos e pulmonares de sempre" e refletem um "aumento da transplantação renal para valores superiores aos dos últimos quatro anos (2012-2016)".

Em relação aos dadores, o maior número (327) continua a ser de dadores em morte cerebral, ou seja, dadores falecidos a quem foi declarada a morte com base em critérios neurológicos, verificando-se a cessação irreversível das funções do tronco cerebral.

Os dadores vivos (pessoas que doam em vida um órgão, neste caso um rim ou porção de fígado) foram 65 em 2016.

Nesse período registaram-se transplantes oriundos de 16 dadores sequenciais, os quais são recetores de um transplante de órgão (fígado), cujo órgão nativo pode ser considerado para transplantação noutro doente.

Pela primeira vez registaram-se transplantes de dadores em paragem circulatória, conhecidos como dadores de coração parado, num total de dez.

Estes dadores são pessoas falecidas a quem foi declarada a morte com base em critérios circulatórios, verificando-se a cessação irreversível das funções cardiocirculatórias. Os primeiros transplantes em paragem cardiocirculatória ocorreram em janeiro de 2016, no Hospital de São João (Porto).

Os dadores falecidos, os que se encontram em morte cerebral na altura da colheita do órgão continuam a representar a esmagadora maioria: 327, sendo 10 os dadores em paragem circulatória.

Em relação às causas de morte dos dadores, estas foram maioritariamente médicas (78%), sendo 22% traumáticas.

Os Acidentes Cerebrais Vasculares (AVC) foram responsáveis pela morte de 232 dadores, os Traumatismos Crânio Encefálicos (TEC) por 56, outras causas médicas estiveram na origem de 30 mortes e os TEC com origem em acidentes de viação de 19.

Lusa

  • O melhor golo do 5.º dia de Mundial

    Desporto

    Numa escolha feita pelos jornalistas de desporto e do site da SIC Notícias, mostramos-lhe o melhor golo deste quinto dia de Mundial. Foi apontado por Dries Mertens, na vitória da Bélgica sobre o Panamá por 3-0.

  • Rui Patrício confirmado no Wolverhampton

    Desporto

    O Wolverhampton anunciou esta segunda-feira a contratação do guarda-redes Rui Patrício, depois da rescisão com o Sporting. O guarda-redes da seleção nacional assinou contrato com o clube inglês por quatro épocas.

    SIC

  • Novo treinador do Sporting diz que mulheres não estão preparadas para falar de futebol
    1:23
  • Salto de Cristiano Ronaldo inspira dança afro-beat

    Desporto

    Uma música humorística afro-beat, publicada nas redes sociais e inspirada nos saltos de Cristiano Ronaldo quando marca golos, está a ser replicada na internet com dezenas de coreografias filmadas, muitas das quais em França.

  • Ronaldo no País dos Sovietes: As religiões praticadas na Rússia
    1:55
  • "Estamos a plantar fósforos"
    2:09

    Opinião

    O calor regressou esta segunda-feira em força e no terreno estiveram quase 1300 bombeiros a combater 70 fogos por todo o país. Depois da tragédia de Pedrógão Grande, o Presidente da República diz que a consciência do país mudou mas é preciso fazer mais. Já Miguel Sousa Tavares diz que o país está mais preparado para combater os incêndios do que alguma vez esteve. No entanto, o comentador da SIC diz que já foram plantados mais de "2500 hectares de eucaliptos" desde Pedrógão e que enquanto isso acontecer Portugal vai continuar a arder. 

    Miguel Sousa Tavares

  • Merkel tem duas semanas para negociar solução para crise migratória

    Mundo

    A chanceler alemã tem duas semanas para negociar com os parceiros europeus uma solução para a questão migratória e assim evitar uma crise política. O ultimato foi dado pelo CSU, o partido da Baviera que integra a coligação governamental. Ao contrário de Angela Merkel, defende uma política para os refugiados mais estrita.

  • Pai de Meghan Markle lamenta ser "nota de rodapé" no casamento real
    2:03
  • Quando as crianças fazem das suas... os pais é que pagam

    Mundo

    Quando as crianças fazem das suas, restam os pais para as castigar ou, em alguns casos, para sofrer as consequências desses atos. Quem o pode dizer é um casal norte-americano, que recebeu uma fatura de 132 mil dólares (cerca de 114 mil euros), depois de o filho ter derrubado uma estátua num centro comunitário.

    SIC