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Quercus quer proibição da caça na Serra da Malcata

A Quercus pediu esta quarta-feira ao Governo que volte a interditar a caça na Reserva Natural da Serra da Malcata, um ano após a entrada em vigor da portaria que revogou a proibição.

Em comunicado, a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza reforça que é "totalmente contra" a caça naquela área protegida do interior do país e considera que a portaria é "um atentado à biodiversidade e à fauna", uma vez que aquele local era um refúgio para espécies ameaçadas.

A Quercus lembra que a Reserva Natural Serra da Malcata tem uma superfície de 16.348 hectares "e o seu símbolo é o Lince-ibérico (Lynx pardinus), o felino mais ameaçado do mundo, de comportamento esquivo, que apenas subsiste na Península Ibérica".

Segundo a nota enviada à agência Lusa, além do lince, aquela zona dos concelhos de Sabugal (Guarda) e de Penamacor (Castelo Branco), alberga ainda cerca de 218 outras espécies de vertebrados.

A associação lembra que houve iniciativas políticas e de cidadãos que culminaram com a aprovação, pela Assembleia da República, de uma Resolução, em 29 de abril de 2016, "que recomenda ao Governo a proibição da caça na Reserva Natural da Serra da Malcata, assinada pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues".

Em outubro de 2016, foi também entregue ao Governo uma petição com 5.486 assinaturas, para travar o regresso da caça àquela área protegida.No entanto, segundo a Quercus, o Governo "teima em ignorar" a questão, "remetendo-se ao silêncio, não havendo resposta conhecida à Resolução aprovada pela Assembleia da República, nem aos cidadãos".

A associação considera que o Governo "não se pode esconder atrás do silêncio", por isso, pede novamente "que revogue a portaria que autoriza a caça na Serra da Malcata e que se digne a informar os cidadãos e a Assembleia da República de quais são as suas intenções nesta matéria".

Lusa

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