sicnot

Perfil

País

Mais de 15% dos peões atravessam estradas distraídos com telemóvel

© Yuya Shino / Reuters

Mais de 15% dos peões em Lisboa atravessam as estradas distraídos com o telemóvel, segundo um estudo observacional da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), divulgado esta quinta-feira.

O estudo foi realizado entre os dias 10 e 23 de janeiro no concelho de Lisboa, através da observação do comportamento de 5.223 pessoas durante o atravessamento da via em passagens de peões sinalizadas e com semáforos.

As distrações observadas enquanto atravessavam a estrada incluíam peões a falar com o telemóvel na mão (5,7%), a manusear o telemóvel (texting, consulta de redes sociais ou e-mail) (4,8%) e a usar auriculares/auscultadores (5,9%).

Com a análise dos 5.223 peões observados, a Prevenção Rodoviária Portuguesa concluí que 15,6% estavam envolvidos em pelo menos uma das três atividades.

A percentagem de peões envolvidos numa das três atividades foi mais elevada entre os mais novos.

Segundo o estudo, 28,5% dos peões tinha até 30 anos, 17,3% tinha entre 30 e 60 anos e 2,7% mais de 60 anos.

As diferenças entre os dois grupos etários mais novos são explicadas pela utilização de auriculares com 15,2% no grupo dos peões até aos 30 anos e 5,6% nos peões dos 30 aos 60 anos.

Por outro lado, a observação destes comportamentos revelou também que peões tendem a usar mais os auriculares/auscultadores no início da manhã e fazem uma maior utilização do telemóvel para falar à hora de almoço e durante a tarde.

De destacar ainda as percentagens de utilização do telemóvel ou de auriculares nas passadeiras com semáforos, que foram iguais tanto com sinal verde como com sinal vermelho para peões.

De acordo com a Prevenção Rodoviária Portuguesa, Lisboa parece acompanhar a tendência europeia de acordo com um estudo realizado pela DEKRA Accident Research (2016) em seis capitais europeias sobre a utilização do telemóvel por parte de cerca de 14.000 peões, aquando do atravessamento da via.

Relacionando os dois estudos, PRP e Dekra, Estocolmo surge como a capital europeia com o maior índice de utilização do telemóvel por parte dos peões (23,55%), logo seguido por Lisboa com 15,6%.

Berlim (14,9%), Paris (14,53%) e Bruxelas (14,12%) apresentam resultados muito similares e, por último, Roma (10,2%) e Amesterdão com o índice mais baixo (8,2%).

Os dados da sinistralidade no concelho de Lisboa mostram que entre 2010 a 2015 mais de metade (54%) das vítimas mortais de acidentes rodoviários eram peões.

Para José Miguel Trigoso, presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, os peões distraídos com estes equipamentos colocam-se em maior risco de se verem envolvidos num acidente, tal como acontece com os condutores.

Vários estudos internacionais, acrescenta, mostram que as pessoas que andam enquanto falam ao telemóvel se tornam mais imprevisíveis e apresentam comportamentos de risco.

Tendo em conta que a distração é um dos fatores que contribui para o aumento quantitativo do risco de acidente, tanto nos peões como nos condutores, José Miguel Trigoso defende que "importa perceber a influência quantitativa que a utilização do telemóvel por parte dos peões tem na sinistralidade rodoviária, pelo que se torna necessário o desenvolvimento de estudos nesta matéria".

Lusa

  • Confirmados dois novos casos de legionella

    Legionella

    Dois novos casos de legionella foram esta quarta-feira confirmados. A informação foi avançada em comunicado pela Direção-Geral da Saúde. Tratam-se de duas pessoas com mais de 80 anos, internadas no Hospital São Francisco Xavier e no Egas Moniz, ambas em situação clínica estável.

  • Quem é o novo Presidente do Zimbabué?
    2:15

    Mundo

    Emmerson Mnangagwa é o sucessor de Robert Mugabe que regressou esta quarta-feira da África do Sul, onde estava refugiado. No primeiro discurso, o Presidente do Zimbabué falou de uma nova democracia no país. Mnangagwa, conhecido como crocodilo, é suspeito de atrocidades na guerra civil pós-independência. 

  • Diminuem as hipóteses de salvar os tripulantes a bordo do submarino argentino
    3:09

    Mundo

    As hipóteses de salvar os tripulantes a bordo do submarino argentino, desaparecido há 8 dias, começaram a diminuir, uma vez que o chamado "tempo de segurança" já foi ultrapassado. A Marinha portuguesa está a acompanhar o caso do submarino que está desaparecido há oito dias. As hipóteses de salvar os tripulantes vão diminuindo.

  • Comprar um carro em segunda mão sem ser enganado 
    8:44
  • O que aprendemos com secas anteriores?
    32:50