sicnot

Perfil

País

Women Summit´17 junta no Porto em março 36 mulheres para debater a igualdade

M\303\201RIO CRUZ

Portugal recebe a 7 e 8 de março a primeira cimeira da Mulher, que juntará 36 mulheres de renome nacional e internacional no Palácio da Bolsa do Porto para debater a igualdade do género.

A Women Summit´17 é organizada pela revista portuense ONE WORLD que adiantou à Lusa tratar-se de um evento para assinalar o Dia Internacional da Mulher num dos edifícios mais emblemáticos do Porto, o Palácio da Bolsa.

A cimeira reúne nos dois dias 36 mulheres para debater questões da atualidade como "Negócios & Empreendedorismo", "Política & Sociedade", "Ciência & Tecnologia" e "Arte e Cultura", considerados pela organização "da maior relevância económica, social e política".

"Apesar de cada vez mais se reconhecer essa relevância, nem sempre são criadas as condições objetivas para que essa reflexão aconteça de forma efetiva", entendem os organizadores que pretendem aferir, com as diferentes atividades previstas, o mote do evento: "Somos todos iguais".

Um lema que, como constatam numa nota de divulgação da iniciativa, "na prática, em Portugal e no Mundo, nem sempre corresponde à realidade".

Segundo dados da Eurostat, citados em comunicado, Portugal é o país da União Europeia onde a desigualdade salarial entre homens e mulheres mais aumentou com a crise.

É também o quarto país da UE que emprega menos mulheres em tecnologia (14%).

A violência contra mulheres mata mais em todo o mundo do que o cancro, a malária, os acidentes de trânsito e as guerras, segundo dados da Forbes de 2015, enumerados pela ONE WORLD.

Em Portugal, 62% dos doutorados são mulheres, mas só três chegaram ao cargo de reitora e poucas atingem a posição de professor catedrático, segundo a Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas, a Amonet.

Estes são alguns dados que estarão em discussão na cimeira dividida em quatro painéis temáticos com oradoras como a arquiteta e ilustradora Ana Aragão, Catarina Selada, da Inteli, Isabel Canha do Portal Executiva, Ondina Afonso do Clube de Produtores do Continente, Sandra Correia da Pelcor e Susana Sargento da Veniam.

A Women Summit'17 conta também, segundo a organização, com uma Comissão de Honra formada por 20 mulheres "de inegável mérito e uma forte capacidade pública de divulgação da mensagem e valores da igualdade de género.

Deste grupo fazem parte, entre outras, Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves, Elvira Fortunato, professora Catedrática da Universidade Nova Lisboa e Diretora do Centro de Investigação de Materiais, Isabel Mota, presidente indigitada da Fundação Calouste Gulbenkian, Manuela Veloso, professora e Investigadora em Inteligência Artificial e Robótica na Carnegie Mellon University e Guilhermina Rego, vice-presidente da Câmara do Porto.

A Women Summit'17 é promovida pela ONE WORLD, uma revista que conta com o apoio institucional da Câmara Municipal do Porto, da Associação Comercial do Porto, da Universidade do Porto e do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Lusa

  • Wine Summit em Portugal
    3:24

    Edição da Manhã

    O primeiro Encontro Internacional de Vinhos alguma vez realizado será em junho, em Cascais, e promete juntar os maiores nomes da indústria vinícola. Rui Falcão, da organização desta Wine Summit, esteve na Edição da Manhã.

  • Pedrógão e o Governo das culpas dos outros

    Opinião

    Depois das revelações do ‘Expresso’ e do ‘i’, o primeiro-ministro e os ministros saíram à rua com uma estratégia muito bem definida: desmentir a existência de listas secretas e centrar as atenções no Ministério Público. Ao mesmo tempo, nas redes sociais, está em curso (mais) uma campanha contra os jornalistas. Os anónimos, com cartão de militante, que escrevem nessas páginas acusam os jornais das “mais rebuscadas teorias da conspiração”. Nada de novo portanto.

    Bernardo Ferrão

  • "A verdadeira questão são as imagens com que abrimos o Jornal, é um país que está a arder"
    2:52

    Opinião

    A polémica em torno do número de vítimas da tragédia de Pedrógão Grande esteve em análise no Jornal da Noite. Miguel Sousa Tavares diz não compreender "que se faça disto uma questão política" e reitera que o foco deve centrar-se nas imagens de "um país que está a arder". O comentador SIC afirma ainda que "64 mortos num incêndio é um escândalo, um número absurdo".

    Miguel Sousa Tavares

  • "Hoje vi chover lume"
    3:57
  • Quase mil bombeiros combatem chamas na Sertã
    1:37

    País

    O incêndio que deflagrou no domingo, na Sertã, concelho de Castelo Branco, ainda não foi extinto. Perto de mil homens combatem as chamas no terreno, apoiados por 10 meios aéreos. O fogo tem frentes em Mação e Proença-a-Nova.

  • Proteção Civil acusada de gestão errática no incêndio de Mação
    1:26

    País

    O comandante dos Bombeiros de Constância e o vice-Presidente da Liga dos Bombeiros acusam a Proteção Civil de desviar meios do fogo de Mação, em Santarém, que eram essenciais para travar o incêndio. As chamas desceram da Sertã e acabaram por queimar uma casa de habitação.

  • Milhares de clientes da CGD vão pagar quase 5€/ mês por comissões de conta
    1:24
  • "A Minha Outra Pátria": o drama da Venezuela no Jornal da Noite
    2:12
  • O apelo da adolescente arrependida de ir lutar pelo Daesh

    Daesh

    Uma adolescente alemã que desapareceu da casa dos pais, no estado da Saxónia, esteve entre os vários militantes do Daesh detidos este fim de semana na cidade iraquiana de Mossul. Arrependida do rumo que deu à sua vida, deixou um apelo emocionado em que expressa, repetidamente, a vontade de "fugir" e voltar para casa.

    SIC

  • Bebé Charlie Grad já não vai receber tratamento nos EUA

    Mundo

    A mãe de Charlie Grad disse esta segunda-feira que o bebé poderia ter vivido uma vida normal, caso tivesse começado a receber tratamento cedo. Já o pai admitiu que o filho não iria viver até ao primeiro aniversário. O bebé foi diagnosticado com uma doença rara e um hospital em Inglaterra pediu permissão para desligar a ventilação artificial e fornecer-lhe cuidados paliativos. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos aceitou e, até hoje, os pais travaram uma batalha na Justiça para suspender a decisão na esperança de irem tratar o filho nos Estados Unidos da América.