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Furtos aumentaram nas Avenidas Novas, em Lisboa, com fecho da esquadra

© Benoit Tessier / Reuters

O presidente da Junta de Freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, disse hoje que os roubos e os furtos aumentaram com o encerramento da única esquadra da freguesia, tendo também deixado de existir policiamento de proximidade.

A única esquadra da Polícia de Segurança Pública na freguesia das Avenidas Novas, localizada na Praça de Espanha, encerrou a 25 de dezembro de 2016 e foi deslocalizada para as instalações da quinta divisão policial, localizada na freguesia da Penha de França.

Aproveitando a vigília de protesto da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), junto à quinta divisão policial de Lisboa, o presidente da Junta da Freguesia das Avenidas Novas, Daniel Gonçalves (PSD), contestou o encerramento da esquadra da Praça de Espanha e lamentou que tenha sido transferida para outra freguesia.

Segundo Daniel Gonçalves, os polícias chegam a demorar cerca de 30 minutos à freguesia das Avenidas Novas quando são chamados."A freguesia das Avenidas Novas é enorme, tem uma densidade populacional de mais de 23.000 pessoas, diariamente passam por ali mais de 300.000 e tem um património riquíssimo, mas não tem uma polícia de proximidade, não tem uma esquadra, não tem nada", disse à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia, dando conta que "infelizmente", desde o dia 25 de dezembro de 2016, que os roubos e os furtos passaram "a ser cada vez maiores".

Daniel Gonçalves disse também que os polícias deixaram de fazer patrulhamento na freguesia desde o encerramento da esquadra, exigindo, por isso, um policiamento de proximidade que contacte com os comerciantes e apoie a população envelhecida desta zona de Lisboa.

O autarca adiantou que, nem o Ministério da Administração Interna, nem a Câmara Municipal de Lisboa, informaram a Junta de Freguesia sobre o encerramento esquadra.

Segundo Daniel Gonçalves, a Junta de Freguesia apenas sabia que a esquadra ia fechar porque os terrenos tinham sido vendidos, mas tinha recebido garantias da Câmara Municipal de Lisboa de que iam para o edifício em frente.

A Junta de Freguesia já lançou uma petição para levar o assunto a discussão na Assembleia da República e realiza hoje uma assembleia extraordinária com a presença do vereador da Segurança da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Manuel Castro, e do comandante do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, superintendente Jorge Maurício.

Lusa

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