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Condenado a 3 anos de cadeia homem que ateou fogo na Madeira

LUSA

Foi hoje condenado a 3 anos de prisão efetiva o homem acusado de ter ateado o incêndio que atingiu a zona da Camacha, na Madeira, em agosto passado.

O acórdão do julgamento foi lido esta manhã. O homem de 50 anos era acusado do crime de incêndio florestal agravado e três crimes de homicídio.

O fogo atingiu uma área florestal e zonas residenciais, no concelho de Santa Cruz. Três pessoas morreram, mais de 300 habitações arderam e centenas de pessoas ficaram desalojadas.

O suspeito, que já tinha antecedentes criminais, estava desde agosto em prisão preventiva.

"O tribunal entendeu condenar a uma pena de três anos de prisão, que, tendo em conta os antecedentes criminais, não pode ser suspensa, é efetiva", afirmou o juiz presidente do coletivo, Filipe Câmara.


O juiz apontou que o homem "assumiu quase na íntegra os factos" de que vinha acusado.


O tribunal deu como provado que o homem, no dia 12 de agosto, "depois de consumir álcool todo o dia", cerca das 22:00, decidiu, com um isqueiro, atear fogo numa zona de mato na área da sua residência, na Camacha, concelho de Santa Cruz, na zona leste da Madeira, onde vivia com a mãe e um irmão, que deu o alerta aos bombeiros.


O juiz apontou que o fogo "rapidamente se alastrou e só não atingiu maiores proporções dada a rápida intervenção dos bombeiros", tendo sido combatido por seis elementos da corporação local, apoiados por duas viaturas. Consumiu cerca de 1.200 metros de mato e algumas árvores.


O tribunal considerou que o arguido sabia que "punha em perigo bens materiais alheios e a vida integridade" de outras pessoas, tendo levado em conta que "os danos não foram assim tão elevados".


Com Lusa

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