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Sindicatos desiludidos com falta de compromisso na Educação

© Reuters Staff / Reuters

As organizações sindicais saíram do Ministério da Educação sem um compromisso relativamente às matérias que pretendiam ver asseguradas, com a FENPROF a incitar os professores à luta através de manifestações e greves.

"Ou os professores se mexem e lutam ou não haverá descongelamento de carreiras em janeiro", disse aos jornalistas o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, no final de uma reunião com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

De acordo com o dirigente sindical, a municipalização da educação (descentralização de competências para as autarquias) avançará também, mesmo com a oposição manifestada pelos sindicatos.

"Os professores têm de se fazer ouvir", reiterou, recordando a manifestação marcada para o dia 18, em Lisboa, frente ao Ministério da Educação, e que poderá passar por um desfile pela cidade com uma faixa de 500 metros. "Estamos, neste momento, a ver as questões operacionais para sabermos se é possível e como", indicou.

Mário Nogueira reafirmou que as mudanças previstas no setor não podem "passar ao lado dos professores", criticando a falta de esclarecimentos sobre as questões curriculares.

Sobre o despacho de organização do ano letivo (em fase de elaboração), o secretário-geral da FENPROF afirmou que houve "um silêncio absoluto" durante a reunião.

A Federação Nacional da Educação (FNE), que teve também hoje uma reunião com o ministro, no âmbito dos encontros regulares acordados com as estruturas sindicais, lamentou igualmente a falta de compromisso sobre o descongelamento das carreiras e a aposentação.

Segundo o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, o ministro remeteu a discussão para o quadro global do Governo e do Ministério das Finanças.

De acordo com Dias da Silva, Tiago Brandão Rodrigues admitiu estar disponível para "articular soluções de ajuste funcional" no que diz respeito aos últimos anos das carreiras dos professores, mas sem especificar. "O que entendo é que, nos últimos anos de carreira, os professores possam não ter turmas e ser destinados a outros trabalhos importantes para a escola", disse Dias da Silva.

A estrutura sindical manifestou-se preocupada com a falta de informação sobre o número de vagas a abrir para os quadros de escola e de agrupamento: "Haverá mais vagas, mas não sabemos quantas".

O ministro terá assegurado, segundo a mesma fonte, que existem "três linhas vermelhas" para o Ministério da Educação no âmbito da descentralização. As questões pedagógicas, de rede e a contratação de docentes ficarão na tutela da Educação.

A FNE sublinhou que continua a ver expectativas não cumpridas. "Não deixaremos de dar expressão a este sentimento de insatisfação das pessoas", disse João Dias da Silva, remetendo para a reunião do secretariado nacional, hoje e na quinta-feira, a decisão sobre ações a desenvolver.

Questionado pela Lusa, declarou apenas que manifestações e greves estão sempre no horizonte de uma organização sindical, mas que não estão "para já" em cima da mesa.

Lusa

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