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Miguel Relvas aponta Montenegro como "um dos rostos do futuro do PSD"

JO\303\203O RELVAS

O ex-dirigente do PSD Miguel Relvas apontou hoje Luís Montenegro como "um dos rostos do futuro do PSD", e aconselhou o partido a "virar a página" e ultrapassar o facto de "ter ganho as eleições e estar na oposição".

Questionado se vê o atual líder parlamentar do PSD Luís Montenegro como um possível futuro presidente do partido, Miguel Relvas respondeu: "Essa é uma questão que lhe deve perguntar, ninguém é líder indicado por outros, é líder quem o quer ser".

Miguel Relvas, antigo número dois do atual líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, foi uma das presenças no almoço do International Club of Portugal em que Luís Montenegro foi orador convidado, tendo-se sentado na mesa de honra tal como o vice-presidente do partido Marco António Costa.

"O dr. Luís Montenegro é incontestavelmente um dos rostos do futuro do PSD", afirmou, em declarações aos jornalistas no final do almoço.

Sobre o significado da sua presença nesta iniciativa - depois de se ter afastado de todos os cargos no partido no Congresso de 2016 -, Miguel Relvas sublinhou que continua "interessado no futuro do país" e gosta de ouvir "aqueles que são capazes de pensar para além do momento".

"O PSD vai ter de ultrapassar a circunstância em que hoje se encontra, de ter ganho as eleições e estar na oposição, tem de voltar a ser um partido desafiador para a realidade portuguesa", afirmou Miguel Relvas, escusando-se a fazer apreciações sobre a questão da liderança do partido e dizendo ter fechado o seu ciclo na vida política.

Para o também empresário, "Portugal deixou de ser um país atrativo no último ano", que se afastou de concorrentes como Espanha e Irlanda, e o PSD terá de ser capaz de apresentar "um projeto alternativo" aos portugueses.

"O PSD tem de demonstrar aos portugueses que ganhou as eleições por mérito próprio, depois de quatro anos muito difíceis, e tem de ser capaz de virar a página e apresentar um projeto alternativo e de consolidação da economia portuguesa", afirmou.

Lusa

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