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Pai retoma protesto contra adoção da filha após ser hospitalizado

O homem que estava há três dias em greve de fome e sede, junto ao Tribunal de Estarreja, contra a adoção da filha por terceiros, retomou o protesto após ter sido esta sexta-feira hospitalizado por desidratação, disse fonte dos Bombeiros.

Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Estarreja, Ernesto Rebelo, disse que foram chamados ao local, porque o homem, de 42 anos, teria caído, aparentemente devido a uma quebra de tensão.

"Ele estava sentado e caiu para o lado", disse o mesmo responsável, adiantando que o homem "entrou na ambulância pelo pé dele".

O advogado Aníbal Pinto, que representa o grevista, confirmou que o seu cliente foi internado esta tarde no Hospital de Aveiro, mas já retomou a greve de fome e de sede.

"No Hospital deram-lhe uma dose de soro reforçado e ele, quando acordou, assinou um termo de responsabilidade e foi outra vez para a porta do tribunal", disse o causídico.

Apesar de "entender o desespero deste homem", o advogado diz que se demarca da posição da greve de fome e apela a que alguém "olhe para este caso".

O homem contesta a decisão do tribunal de Família e Menores de Estarreja de ter dado a filha de oito anos para adoção.

Aníbal Pinto diz que não pode fazer nada pelo seu cliente, porque a decisão já transitou em julgado.

O processo teve início em 2010, quando a menina, então com dois anos, foi colocada numa instituição de acolhimento, após o pai ter sido condenado a três anos de prisão por condução sem carta e a mãe ter cometido uma tentativa de suicídio.

Depois disso, o casal tentou, sem sucesso, recuperar a menina, que acabou por ser mandada para adoção em 2015.

Lusa

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