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Arranque de rede de bicicletas partilhadas em Lisboa atrasado e sem data

© Reinhard Krause / Reuters

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) informou esta sexta-feira que ainda não há uma data prevista para o arranque da rede de bicicletas partilhadas, depois de ter projetado iniciar a fase de testes em março.

"A instalação de infraestruturas está a ser feita para a fase de teste, no Parque das Nações, mas, dado o número de entidades envolvidas em todo o processo técnico e os prazos que cada uma delas demora para concluir a sua parte, ainda não fecharam o calendário", explica a empresa, numa resposta escrita enviada à agência Lusa.

Em meados de fevereiro passado, a EMEL divulgou que iria abrir candidaturas para os voluntários que quisessem, durante o mês de março, testar a rede de bicicletas partilhadas no Parque das Nações, fazendo depois recomendações ao projeto.

Contudo, até hoje, esta fase de testes não avançou e os inscritos para participar, assim como os convidados da empresa, ainda não receberam qualquer informação sobre o início do projeto.

Na resposta enviada à Lusa, a EMEL indica que, na passada terça-feira, "foi lançada a consulta para captação de "sponsor" do sistema".

"Depois entraremos em fase de fabrico e montagem de equipamentos para a totalidade da operação", acrescenta.

Em causa está uma rede de 1.410 bicicletas (940 elétricas e 470 convencionais) distribuídas por 140 estações: 92 no planalto central da cidade, 27 na baixa e frente ribeirinha, 15 no Parque das Nações e seis no eixo entre as avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade.

Inicialmente, avançará apenas uma fase piloto com 10 estações e um máximo de 100 bicicletas no Parque das Nações.

O investimento da EMEL no projeto é na ordem dos 23 milhões de euros, através de um contrato de prestação de serviços celebrado com a empresa portuguesa Órbita, para um período de oito anos.

De acordo com o plano de negócio do projeto, divulgado em fevereiro do ano passado, o passe anual deverá custar 36 euros e o bilhete diário dez euros, pelo que a empresa perspetiva uma receita de 897.321 euros por ano.

Relativamente à publicidade, o plano de negócio prevê a cobrança de 350 euros por bicicleta, o que deverá representar um encaixe financeiro anual superior a 400 mil euros.

Também atrasadas estão as obras para instalação de acessos suaves ao Castelo, à Sé e à Graça, que visam atenuar a topografia do terreno e as características desta zona histórica através da introdução de meios mecânicos.

Em causa estão, desde logo, escadas rolantes para ligar a praça do Martim Moniz ao Castelo de São Jorge.

A EMEL indica, também em resposta escrita enviada à Lusa, que já o troço "Escadinhas da Saúde", que ligará a porta da Mouraria à Rua Marquês Ponte de Lima, já está em obra e deverá estar pronto "no verão de 2017".

Anteriormente, a empresa apontava para o "final de 2016/início de 2017".

Paralelamente, está em curso a criação de um elevador para ligar as Escadinhas das Portas do Mar (junto ao Campo das Cebolas) ao Largo da Sé.

A empresa calculava que o equipamento estivesse operacional no verão de 2017, mas agora prevê a conclusão "durante o segundo trimestre de 2018", após as escavações arqueológicas realizadas terem originado alterações no projeto.

Quanto ao percurso da Graça, haverá um funicular a ligar a Rua dos Lagares e o Miradouro da Graça.

Para este acesso, a EMEL nunca apontou datas, estimando agora a "conclusão durante o segundo trimestre de 2018".

Também aqui, as escavações arqueológicas levaram a modificações ao projeto, uma das quais se centra em "integrar e respeitar o achado da Muralha Fernandina", segundo esta entidade.

A Câmara de Lisboa incumbiu a EMEL de construir e gerir estes meios.

Lusa