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Autoridades estão a fazer o que podem para ajudar os portugueses na Venezuela

JOS\303\211 COELHO

O Presidente da República disse esta sexta-feira que se percebe que as autoridades de Portugal estão a fazer o que podem e o que não podem para ajudar os portugueses na Venezuela, mas para serem eficazes não o podem "apregoar".

"Uma coisa é fazer isso, outra coisa é andar a anunciar nos jornais o que se faz e, para se ser eficaz, não se pode anunciar o que se faz", afirmou o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de uma visita à Feira Nacional de Olivicultura, em Valpaços, no distrito de Vila Real.

O Presidente da República lembrou que estão em causa vidas de muitos portugueses, portanto, tem de haver muito cuidado sobre o que se diz da situação daquele país.

"Há duas maneiras de fazer política, uma é apregoar que se vai fazer qualquer coisa e depois acaba-se por não fazer, outra coisa é tentar fazer o que é possível sem andar nos jornais a colocar parangonas sobre o que se está a fazer", frisou.

Os portugueses que estão lá estão em contacto com a realidade social, económica e politica venezuelana, acrescentou, sublinhando que estão em pequenas e médias lojas e comércio de rua, daí a necessidade de cuidados redobrados.

"Deve-se agir criando formas de apoio e de acompanhamento, mas isso é uma coisa, outra coisa é estar a converter isso em aproveitamento político público ou estar a falar demais dificultando uma tarefa que já é difícil", insistiu.

Pelo menos 35 pessoas morreram e 717 ficaram feridas nos protestos que estão a decorrer, desde abril, na Venezuela, informou o Ministério Público venezuelano.

As autoridades detiveram "152 pessoas", na sequência das manifestações contra o Governo da Venezuela, acrescentou em comunicado, precisando que os registos foram atualizados até quinta-feira.

O Ministério Público venezuelano indicou que entre as vítimas mortais contam-se quatro adolescentes, um funcionário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) e outro da polícia do Estado de Carabobo.

Os feridos "ascendem a 717 pessoas, das quais 357 foram reportadas por factos relacionados com delitos comuns, 329 por direitos fundamentais e 31 por proteção integral à família", referiu a mesma fonte.

O CDS-PP reiterou hoje preocupação pela situação social e política na Venezuela, declarando que pretende conhecer do Governo detalhes sobre o plano de contingência para a comunidade portuguesa no país.

Lusa

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