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Avaria inédita no Aeroporto de Lisboa afeta milhares de pessoas

Avaria inédita no Aeroporto de Lisboa afeta milhares de pessoas

Uma avaria inédita no sistema de abastecimento de combustível do Aeroporto de Lisboa afetou milhares de pessoas. Pelo menos 64 voos foram cancelados e 300 foram afetados. A ANA - Aeroportos de Portugal informou, às 00:30, que o problema estava resolvido e que serão efetuados voos durante esta noite para "normalizar a situação".

Fonte oficial da empresa precisou à agência Lusa que a ANAC autorizou a realização de voos durante a noite para que possa ser normalizada a operação no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que levou ao cancelamento de 64 voos, 11 desviados e 322 afetados por atraso.

Entretanto, foram disponibilizadas camas da Proteção Civil para passageiros que se mantêm esta noite nas instalações do aeroporto, nomeadamente por não terem sido acomodados pelas suas companhias ou por quererem permanecer no local ou porque irão viajar brevemente, acrescentou Rui Oliveira, porta-voz da ANA.

"Esta é uma medida de apoio aos passageiros", resumiu a mesma fonte, notando que a maior parte dos passageiros foram protegidos pelas companhias. "A situação no aeroporto está calma", concluiu a fonte da ANA.

Em conferência de imprensa na quarta-feira, o diretor do aeroporto, João Nunes, tinha explicado que os problemas com o abastecimento começaram esta quarta-feira pelas 12:00, tendo a empresa avançado que a situação deveria estar resolvida pelas 21:00.

Realçando tratar-se de "uma situação que aconteceu pela primeira vez", o responsável explicou que o abastecimento começou a ser feito com recurso a autotanques, o que permitiu a partida de alguns voos, mas sem garantir o normal funcionamento da operação.

"Se não fosse o abastecimento por autotanque estaríamos em muitos maus lençóis neste momento", declarou.

Milhares de pessoas ficaram esta tarde retidas na zona de embarque do Terminal 1 do Aeroporto de Lisboa, à espera de informações sobre o atraso ou eventual cancelamento de voos, com os passageiros a descreverem um "cenário caótico".

O sistema de abastecimento de combustível ao Aeroporto de Lisboa é da responsabilidade do GOC [Grupo Operacional de Combustíveis, liderado pela Petrogal e que reúne as principais petrolíferas].

Para quem ficou retido em Lisboa, o diretor do Aeroporto Humberto Delgado garantiu que serão asseguradas "condições mínimas de descanso".

Com Lusa

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