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GNR detém chinês na fronteira do Caia e apreende 226 mil euros

NUNO VEIGA/ LUSA

GNR anunciou hoje a detenção, na quinta-feira, de um homem de nacionalidade chinesa na fronteira do Caia, em Elvas (Portalegre), por alegado branqueamento de capitais, tendo-lhe sido apreendidos 226 mil euros em numerário.

A detenção do homem, de 43 anos, revelou o Comando Territorial de Portalegre da GNR, foi efetuada pelo efetivo empenhado no controlo da fronteira do Caia, no âmbito da "Operação Fronteira Branca".


Segundo a GNR, o homem tinha na sua posse 226 mil euros em numerário, em notas de 20, 50, 100, 200 e 500 euros, montante que os militares apreenderam, e foi detido pelo alegado crime de branqueamento de capitais.


O detido, continuou a força de segurança, já foi presente a tribunal e saiu em liberdade, sujeito ao termo de identidade e residência.
Com este caso, aumenta para três o número de cidadãos de nacionalidade chinesa que foram detidos, na quinta-feira, por alegado branqueamento de capitais, no Caia, no âmbito da reposição do controlo documental nas fronteiras do território nacional, por ocasião da visita do papa a Portugal.
Os outros dois homens chineses detidos, de 35 e 36 anos, tinham na sua posse cerca de 480 mil euros em numerário e, presentes a tribunal, saíram, igualmente, em liberdade, com termo de identidade e residência.
A verba que transportavam, em notas de 50, 100 e 500 euros, foi também apreendida pela Guarda.
"A GNR continuará, ao longo desta operação, a realizar o controlo nos dez postos de passagem autorizados na fronteira terrestre, em conjunto com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, nos 63 postos de passagem dotados de infraestruturas físicas, bem como a vigiar os aeródromos e pistas de aterragem e restante fronteira terrestre, marítima e fluvial, na nossa área de responsabilidade", indicou a força de segurança.
Com a "Operação Fronteira Branca", foi reposto o controlo documental dos cidadãos nas fronteiras aéreas, marítimas e terrestres do país, desde as 00:00 de quarta-feira e até às 00:00 do próximo domingo.
O controlo documental foi reposto por "razões de segurança interna e ordem pública", devido à visita do papa Francisco a Fátima.
Além da reposição do controlo das fronteiras aéreas, marítimas e terrestres, a "Operação Fronteira Branca" inclui ainda um "reforço de atividade de fiscalização a estrangeiros" no país, "controlos inopinados aos voos Schengen nos aeroportos e embarcações nos portos e marinas, controlos móveis junto aos CCPA (Centros de Cooperação Policial e Aduaneira) e áreas adjacentes e possível reforço da fiscalização e controlo aos movimentos em aeródromos".
O papa Francisco chega hoje a Fátima, permanecendo até sábado, para as comemorações do centenário das aparições.

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