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Sindicato admite 10% de adesão à greve de seguranças no aeroporto de Lisboa

Jose Manuel Ribeiro

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) admitiu uma adesão à greve dos trabalhadores de segurança privada no aeroporto de Lisboa de apenas 10%, nas primeiras 12 horas, sem afetar o seu funcionamento.

"O aeroporto está calmo. Temos muitos trabalhadores que não aderiram a greve por terem medo. A [Notes:empresa de segurança] Prosegur tem intimidado os trabalhadores para não aderirem à greve, com processos disciplinares, uma ilegalidade que o SITAVA já está a tratar", explicou o dirigente sindical Jorge Esteves, um dos seguranças do aeroporto Humberto Delgado.

O sindicalista disse acreditar que foi a "intimidação" da empresa de segurança que fez com que a adesão não fosse maior: "O primeiro balanço é por isso fraco e calmo, e acredito que esta manhã estejam 10% a 15% dos trabalhadores em greve", adiantou, num balanço cerca das 11:00 de hoje.

A paralisação dos trabalhadores das empresas de segurança privada - Prosegur e Securitas -, convocada pelo Sitava, prolonga-se até quarta-feira, abrange todos os aeroportos nacionais, e pretende conseguir melhores condições de trabalho, nomeadamente horários de trabalho e a salários.

Este sindicalista lembrou que a falta de condições de trabalho, nomeadamente a precariedade (contratos a termo), leva a uma grande rotatividade de seguranças no aeroporto, o que tem, na sua opinião, "graves" consequências em termos de segurança nos aeroportos.

"É deplorável essa rotatividade, os trabalhadores podem passar lá para fora os segredos e restrições [Notes:de segurança] aqui [Notes:no aeroporto] dentro. Muitas pessoas que entram e saem e podem passar informações para fora", argumentou.

O sindicalista mostrou, contudo, confiante de que nos próximos dias haverá uma maior adesão à greve. Esta greve coincidiu com a visita do papa Francisco a Portugal, que termina hoje, por ocasião do centenário das "aparições" de Fátima e da canonização de Francisco e Jacinta Marto, duas das crianças que estão na origem do fenómeno de Fátima.

A paralisação dos trabalhadores de segurança dos aeroportos coincide também com a reposição do controlo de fronteiras em Portugal, incluindo as dos aeroportos, uma das medidas das forças de segurança portuguesas no âmbito da visita papal que estará em vigor até às 00:00 de domingo, o que será mais um procedimento pelo qual todos os passageiros terão de passar.

Lusa

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