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Portugal entre os 5 países europeus com mais adolescentes obesos

Carlos Osorio/ AP

Um novo relatório da OMS revela que o número de adolescentes obesos continua a aumentar em muitos países da Europa, incluindo Portugal. Os maus hábitos alimentares e a reduzida atividade física estão entre as causas do elevado índice de obesidade. Apenas a Grécia, Macedónia, Eslovénia e Croácia apresentam valores piores do que Portugal.

Em Portugal a prevalência da obesidade nos adolescentes é de 5%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) realça que o abandono da dieta mediterrânica, associado à crise económica nos países do Sul da Europa, contribuiu para o elevado nível de obesidade, com um insuficiente consumo de vegetais e um consumo de fruta a cair desde os últimos 12 anos.

A prática de exercício física é reduzida entre as adolescentes portuguesas, estando entre as menos ativas da Europa. Só na Grécia e em Itália, a obesidade nas raparigas ultrapassa os 5% registados no nosso país, revela o estudo que é apresentado hoje no Congresso Europeu de Obesidade a decorrer no Porto.

Numa nota enviada à comunicação social, a organização sublinha que "a obesidade infantil é considerada um dos mais sérios desafios de saúde pública do século XXI".

"Apesar dos esforços sustentados para combater a obesidade infantil, é estimado que 1 em cada 3 adolescentes Europeus ainda tenham excesso de peso ou obesidade, com as taxas mais elevadas encontradas nos países do Sul da Europa e do Mediterrâneo. O que é particularmente preocupante é que a epidemia está a aumentar nos países da Europa Oriental onde historicamente as taxas têm sido mais baixas", realçou Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

"É necessária uma ação política ambiciosa para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de travar o aumento da obesidade infantil. Os governos devem direcionar esforços e quebrar este ciclo prejudicial da infância para a adolescência e para o futuro", acrescentou.

A obesidade infantil é considerada um dos mais sérios desafios de saúde pública do século XXI. As crianças obesas possuem maior risco de diabetes tipo 2, asma, dificuldades de sono, problemas musculoesqueléticos e futuras doenças cardiovasculares, bem como absentismo escolar, problemas psicológicos e isolamento social.

João Breda, coordenador do Programa de Nutrição, Atividade Física e Obesidade da OMS/Europa realça que isto tem graves consequências no futuro: "A maioria dos jovens não superará a obesidade: cerca de quatro em cada cinco adolescentes que se tornam obesos continuarão a ter problemas de peso na idade adulta. Como tal, eles irão arrastar consigo o risco aumentado de doença, estigma e discriminação. Para além disso, a natureza crónica da obesidade pode limitar a mobilidade social e ajudar a sustentar um ciclo intergeracional prejudicial da pobreza e problemas de saúde".

Em geral, os adolescentes mais jovens, do sexo masculino, e os que vivem em famílias de estratos socioeconómicos mais baixos são mais propensos a ser obesos.

Esses dados indicam que os esforços atuais de promoção da saúde e prevenção de doenças direcionados para a redução da obesidade infantil não estão a alcançar adequadamente estes grupos.

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