sicnot

Perfil

País

Guarda prisional de Viseu alvo de processo disciplinar

© Stephen Lam / Reuters

Um guarda prisional vai ser alvo de processo disciplinar devido à fuga de um recluso do Estabelecimento Prisional de Viseu, enquanto a evasão de três reclusos de Caxias aguarda pela investigação policial, disse esta quinta-feira o diretor dos serviços prisionais.

"Há procedimentos de segurança que podem ser melhorados, mas também se concluiu que houve responsabilidades da parte do guarda prisional", afirmou Celso Manata, em relação ao resultado do inquérito à fuga de um recluso espanhol, a 07 de abril, da cadeia de Viseu.

O responsável da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que falava em Sintra à margem da assinatura de um protocolo com o Instituto de Registos e Notariado, para a emissão do Cartão de Cidadão a reclusos, adiantou que o guarda ainda "terá a oportunidade de se defender", mas o processo de averiguações está concluído.

"Houve uma conduta negligente que obviamente vai ser objeto de procedimento disciplinar, como, aliás, não pode deixar de acontecer", frisou. Segundo uma nota da DGRSP, um recluso espanhol, de 39 anos, que se encontrava a aguardar julgamento por um crime de tráfico de droga, evadiu-se do Estabelecimento Prisional de Viseu, durante o período de recreio dos reclusos, "através de escalamento da rede laminada de segurança".

A fuga foi detetada pelas câmaras de vigilância do estabelecimento prisional e, no pátio exterior, estava um elemento do corpo da guarda prisional, que, no entanto, não conseguiu travar a evasão.

Em relação à fuga de três reclusos de Caxias (concelho de Oeiras), Celso Manata salientou que, perante a denúncia de que terá havido "a prática de crimes, designadamente de corrupção", está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

"Estamos um bocadinho dependentes daquilo que é a investigação criminal, só depois da investigação criminal chegar a conclusões é que nós podemos continuar com o nosso processo", explicou o diretor dos serviços prisionais.

A DGRSP efetuou "algumas diligências", mas não pode concluir o processo antes das autoridades criminais tirarem "as suas conclusões", considerou Celso Manata, acrescentando que os resultados ditarão o tipo de procedimento disciplinar a adotar.

Três reclusos, dois chilenos e um português (luso-israelita), fugiram em fevereiro do Estabelecimento Prisional de Caxias, através da janela da cela que ocupavam, tendo dois sido capturados em Espanha.

O recluso português continua fugido das autoridades e, segundo o jornal Correio da Manhã, relatou "ter pago 100 mil euros a quatro guardas prisionais para o deixarem fugir", através da introdução de um fio de serra na cela, com o qual cortou as grades.

Lusa

  • "A nossa lei tem demasiados buracos"
    0:44

    País

    Rui Cardoso acusa a classe política de não querer resolver os problemas da corrupção em Portugal. Entrevistado na Edição da Noite da SIC Notícias o magistrado do Ministério Público considera que ainda há um longo caminho a percorrer no combate à corrupção.

  • Salah Abdeslam deixa cadeira vazia na leitura da sua sentença
    2:05

    Mundo

    O único suspeito vivo dos ataques de Paris em 2015 foi esta segunda-feira condenado a 20 anos de prisão por um tribunal belga, num processo paralelo: um tiroteio em março de 2016, em Bruxelas. Tanto Salah Abdeslam como o cúmplice não quiseram estar na leitura da sentença. O julgamento de Salah Abdeslam pelos ataques de Paris só deverá acontecer no próximo ano, em França.

  • Beyoncé e a irmã caem e o vídeo torna-se viral

    Cultura

    Beyoncé voltou este fim de semana a subir ao palco do Coachella, depois de ter atuado na primeira semana do festival que decorreu no deserto da Califórnia, nos EUA. A cantora norte-americana voltou a brilhar, mas foi o momento em que caiu no palco com a irmã, Solange, que acabou por se tornar viral.

    SIC

  • Cientistas querem sequenciar genomas de 15 milhões de espécies

    Mundo

    Um consórcio internacional de cientistas, que por enquanto não inclui portugueses, propõe-se sequenciar, catalogar e analisar os genomas (conjuntos de informação genética) de 15 milhões de espécies, uma tarefa que levará dez anos a fazer, foi divulgado esta segunda-feira.