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PSD vai interpelar o Governo na próxima semana sobre política de saúde

ANT\303\223NIO COTRIM

O PSD irá interpelar, na próxima quarta-feira, o Governo no parlamento, sobre política de saúde, disse à Lusa fonte da direção do grupo parlamentar.

No debate quinzenal de quinta-feira, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, dedicou grande parte da sua intervenção à saúde, acusando o primeiro-ministro, António Costa, e o Governo de terem conseguido atingir um défice de 2,8% à custa de cortes nesta área e na educação.

Luís Montenegro recuperou, no debate, um diploma de execução orçamental publicado na segunda-feira e que determina um corte de 35% nas contratações externas da saúde.

A este propósito, o líder parlamentar do PSD leu uma frase, dita há um ano pelo atual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na qual defendia que as contratações temporárias na saúde não poderiam ser invertidas "de forma precipitada", sobretudo em alturas como o verão ou em territórios como o interior.

"O que é que mudou num ano?", questionou Montenegro, apontando o aumento das listas de espera, o adiamento de consultas e cirurgias e o aumento das queixas dos utentes como alguns dos problemas no setor.

Em resposta, António Costa salientou que a "redução que tem de existir é no conjunto da despesa no conjunto do ano" e lembrou o reforço de 4.000 profissionais no setor da saúde.

Na semana passada, nas jornadas parlamentares do PSD no Algarve, o presidente do partido, Pedro Passos Coelho, defendeu que a "retórica do Governo não casa com a realidade", no final de uma visita ao Hospital de Faro. "Há uma retórica que não casa com a realidade, a realidade que temos precisa de ser melhorada, nomeadamente na área da saúde", afirmou Passos Coelho, defendendo, então, que o Algarve precisa de um hospital novo e considerando incompreensível que esta região não esteja incluída nas prioridades do executivo.

A interpelação tem uma grelha prevista de cerca de duas horas e conta, obrigatoriamente, com a presença do Governo.

Lusa

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