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Ministro do Ambiente afasta cenário de restrição de água devido à seca

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, afastou esta sexta-feira em Matosinhos a possibilidade de haver restrições do consumo de água à escala nacional devido ao facto de 80% do país estar em seca severa.

"A nossa primeira prioridade é a água para consumo e uso humano e essa nunca estará em situação nenhuma em causa", assegurou o ministro, que falava à margem da apresentação do projeto "Corredores do Vale do Leça".

"Há um conjunto de albufeiras, particularmente na bacia do Sado, que tem um nível de água abaixo do que é comum nesta altura do ano", mas que "permite encarar o verão com segurança", segundo Matos Fernandes, para quem o Governo tem "tempo de, com base em dados que são públicos, tomar as decisões que são certas no tempo certo e elas irão ser tomadas no dia 19 de julho".

Para esse dia, informou, "está convocada a comissão que tem como obrigação tomar essas medidas".

"Esta situação tem de ser acompanhada ao dia e ainda ontem, nas bacias onde a água nos faz mais falta, houve uma chuvada severa", observou o governante, que elencou as prioridades do consumo de água nesta fase.

"A nossa primeira prioridade é a água para consumo e uso humano e essa nunca estará em situação nenhuma em causa. A seguir há um conjunto de prioridades de uso que temos de deixar para o fim, como a lavagem de viaturas, rega de espaços verdes, a lavagem das ruas e é isso que vamos definir com base nos dados que temos e em articulação com as autarquias que poderão ser mais afetadas", disse.

E prosseguiu: "Há uma outra zona do país que também nos preocupa, onde certamente a situação nunca será grave ao ponto de chegar às sedes do concelho, que é a Beira Baixa. São zonas onde comummente ao longo do ano o consumo de água é baixo mas que com a chegada do verão, presença de turistas e regresso dos emigrantes, o consumo cresce bastante e ai teremos de ter um acompanhamento muito fino".

"A situação é preocupante, mas tem solução", salientou, admitindo que em casos extremos, no interior do país, uma ou outra aldeia possa ter de vir a ser abastecida de água por um camião cisterna", mas serão sempre "situações pontuais" e que o Governo ainda está "a tempo de tudo fazer para que não tenham que se verificar".Informando que o grupo técnico associado à comissão já está a trabalhar, o ministro recordou que há uma comissão de gestão de albufeiras, que depende do Ministério do Ambiente, que fornece "essas informações e que vai reunir no dia 14, para a tomada de uma série de decisões no dia 19.

"Não há risco de falta de água para consumo humano", reafirmou Matos Fernandes, observando que "só na década de 1990 é que o nível médio nas albufeiras foi mais baixo" do que está atualmente e por isso não ser "uma situação insólita".

E acrescentou: "Com o agravamento das alterações climáticas pode vir a repetir-se mais vezes e por mais tempo, pelo que é importante aprender para o futuro com aquilo que estamos a fazer este ano".

Lusa

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