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IGAI rejeita comparações com processo disciplina no caso da Cova da Moura

A Inspeção Geral da Administração Interna diz que "não tem fundamento" qualquer comparação entre o inquérito de natureza disciplinar aos incidentes com jovens da Cova da Moura e o processo criminal que resultou agora na acusação, por parte do Ministério Público, de 18 agentes.

Num comunicado, a IGAI lembra que o inquérito, da sua competência, deu origem a vários processos disciplinares, onde foram deduzidas acusações a nove agentes da PSP. Desses só dois levaram à aplicação de sanções.

O comunicado é assinado pela própria inspetora geral da Administração Interna, Margarida Blasco, que argumenta que não se pode confundir processos disciplinares com processos crime, já que os elementos de prova de um e outro são diferentes.

Margarida Blasco lembra ainda que a presunção de inocência deve prevalecer até que o tribunal decida.

O Ministério Pública acusa 18 agentes da esquadra de Alfragide de denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, num caso que remonta a 2015 e envolveu agressões a jovens da Cova da Moura.