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"Governo da austeridade dissimulada" é pautado por "uma sucessão de casos"

Lusa

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusou hoje o primeiro-ministro de liderar um Governo de "austeridade dissimulada" e pautado por uma "sucessão de casos" com ministros e secretários de Estado.

"O senhor não tem um Governo, tem uma sucessão de casos de ministros que o senhor desconsidera e ultrapassa num dia, mas segura no outro, de secretários de Estado que se demitem, oportunamente, com um ano de atraso; tem uma administração com degradação de serviços públicos, da educação à saúde ou aos transportes, tem o Governo da austeridade dissimulada", afirmou Assunção Cristas.

No debate do estado da Nação, no parlamento, a líder centrista disse que o primeiro-ministro tem a tática de, "quando a conversa não interessa, pura e simplesmente, desaparece de circulação, não usa a palavra, não dá a cara".

"Acha que basta mergulhar e esperar que a onda má passe de forma a depois a poder surfar uma qualquer onda boa, para a qual pouco ou nada contribuiu", afirmou, numa referência indireta à semana de férias que o primeiro-ministro gozou na semana passada.

Na sua intervenção, Cristas referiu-se à tragédia de Pedrogão Grande, ao roubo do armamento de Tancos, e à exoneração de três secretários de Estado no caso das viagens oferecidas pela Galp aqueles governantes para assistir a jogos do Euro2016.

Sobre Tancos e as viagens da Galp, a presidente do CDS disse que o chefe do executivo faz "montagem de narrativas" e "vive convencido do seu poder para colocar pontos finais".

"Não tem poder para tal, ou não teríamos três secretários de Estado demitidos um ano depois de o senhor ter dado o caso como encerrado. Aliás, este parece ser mais um caso da sua montagem de narrativas ou quer-nos fazer querer que todos no seu Governo têm uma intuição de tal forma apurada que, embora sem notificação, pedem a demissão, que o senhor aceita, três dias depois do despacho do Ministério Público os constituir como arguidos?", questionou.

Cristas prometeu, por cada "ponto final" trazido pelo primeiro-ministro, trazer "reticências e pontos de interrogação", e "muita exclamação e muita indignação".

Relativamente a Tancos, a presidente dos centristas argumentou que na terça-feira o primeiro-ministro disse que, "afinal era tudo sucata": "Pela sua lógica, daqui a pouco estamos a agradecer terem roubado o material porque sempre poupamos o custo de o desmantelar", ironizou.

"Garante-nos que as armas não podem ir parar a redes de criminalidade transnacional organizada que ameaçam a vida das nossas sociedades? Garante-nos que não há qualquer potencial de morte e de destruição, em Portugal ou fora?", perguntou.

"É isto, pergunto uma vez mais, digno de Estado membro da União Europeia e da NATO"?, insistiu.

Sobre a tragédia de Pedrogão Grande, Assunção Cristas apontou a "falha gravíssima do Estado na proteção dos cidadãos", considerando que "a confiança quebrou-se e era necessário repará-la de imediato", mas em vez disso, assistiu-se à "total descoordenação".

Lusa

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