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Ministro da Saúde defende que está a tirar o SNS dos mínimos de 2015

O ministro da Saúde defendeu esta quarta-feira que está a tirar dos mínimos o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e afirmou que no final deste ano apenas se ficará "próximo" da cobertura total de médicos de família.

Posições assumidas por Adalberto Campos Fernandes na parte final do debate sobre o estado da Nação, na Assembleia da República, numa discussão que travou sempre de forma tensa com todas as bancadas, exceção feita ao PS, e em que chegou mesmo ao ponto de sugerir que uma entidade independente avalie a evolução do SNS entre o final de 2015 e a atualidade.

Num desses momentos mais tensos do debate, Adalberto Campos Fernandes causou sonoras gargalhadas nas bancadas do PSD e do CDS-PP quando afirmou o seguinte: "Não somos da parte do parlamento que se incomoda com diferenças de opinião".

Uma frase que levou logo um conjunto de deputados sociais-democratas e democratas-cristãos a apontarem a rir-se para as bancadas do PCP e do BE, partidos que suportam a atual solução de Governo no parlamento.

Neste debate, o ministro da Saúde rejeitou a acusação da deputada do CDS-PP Isabel Galriça Neto de que tivessem existido em 2016 mais de 300 milhões de euros em cativações em funções essenciais do SNS.

O membro do Governo defendeu em contrapartida que recebeu uma pesada herança em novembro de 2015 do anterior executivo e que está agora "a tirar dos mínimos" o SNS existindo atualmente mais de quatro mil profissionais em funções e mais centros de saúde.

Adalberto Campos Fernandes também se lançou no ataque político contra o PSD e o CDS-PP, acusando-os de "lágrimas de crocodilo" em relação ao SNS, "porque antes queriam privatizar os serviços de saúde".

A deputada do PEV Heloísa Apolónia questionou o ministro da Saúde para quando a cobertura total de médicos de família, "já que se percebeu que essa meta não será atingida no final deste ano, tal como estava prometido".

O ministro da Saúde respondeu que em 2015 havia mais 500 mil pessoas sem médico de família, mas reconheceu que continuam sem essa cobertura cerca de 800 mil portugueses.

"Agora em julho e em novembro vamos colocar perto de 400 médicos de família especialistas, que aguardam colocação através de concurso. Portanto, no final deste ano, seguramente não cumpriremos na totalidade, mas ficaremos muito próximos do objetivo de ter no final da legislatura a cobertura plena", disse.

Antes, o vice-presidente da bancada do PSD Miguel Santos tinha acusado o ministro da Saúde de ter poucos bons resultados e esses poucos bons resultados serem obra do seu antecessor no cargo, Paulo Macedo.

Miguel Santos afirmou ainda estar apreensivo com a situação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), entidade que, segundo Adalberto Campos Fernandes, pelo contrário, tem atualmente mais meios e mais recursos humanos.

Pela parte do Bloco de Esquerda, o deputado Moisés Ferreira criticou o Governo por haver continuidade face ao anterior executivo, desafiando o ministro da Saúde a acabar com a parceria público privada do Hospital de Braga, enquanto a deputada comunista Paula Santos se insurgiu em relação à opção de recurso à gestão privada em Sintra.

Paula Santos advertiu ainda para a existência de profissionais de saúde "exaustos e desmotivados", exigindo "o descongelamento das carreiras" e melhorias ao nível remuneratório.

Já a deputada socialista Luísa Salgueiro sustentou que foram cumpridas 75% das medidas previstas no Programa do Governo para o setor da saúde.

Lusa

  • Marcelo Rebelo de Sousa avisou que depois das autárquicas viria um novo ciclo. A lógica levou-nos a assumir que estava a falar do PSD, mas hoje, olhando para a situação política, devemos também incluir nessa previsão a “geringonça” e os seus equilíbrios. Não acredito que as coisas mudem até às legislativas, mas as contas só se fazem depois dos votos das autárquicas. Até lá, o tom de voz das esquerdas vai engrossar.

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