sicnot

Perfil

País

PSD acusa Governo de fazer colapsar o Estado

Lusa

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, acusou hoje o Governo socialista de ser "um flop" e de ter feito colapsar o Estado, com o primeiro-ministro a responder que "o que colapsou foi o sentido de Estado" dos sociais-democratas.

Na primeira intervenção no debate do estado da Nação, Luís Montenegro evocou os incêndios que provocaram 64 mortes, o furto de material de guerra em Tancos, as recentes demissões de secretários de Estado mas também a fuga de informação num exame nacional e a decisão da maioria de esquerda de encerrar os trabalhos da Comissão de Inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) para tirar uma conclusão.

"O Governo chega a este debate num processo de degradação indisfarçável. O Governo está a colapsar, perde autoridade todos os dias e o país já percebeu que, nos momentos difíceis, nas contrariedades, o Governo não tem liderança, ou, no mínimo, tem uma liderança muito frágil", acusou o líder da bancada social-democrata.

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, lamentou que a visão do PSD sobre o estado da Nação se resuma aos últimos 15 dias.

"O que aqui assistimos não foi a uma descrição do colapso do Estado, foi a uma descrição do colapso do sentido de Estado do PPD/PSD", acusou.

Aludindo ao facto se se tratar da última intervenção de Montenegro como líder parlamentar do PSD - há eleições na bancada na próxima semana -, António Costa disse no final da troca de palavras entre ambos ter sido "um enorme prazer" tê-lo como interlocutor ao longo do último ano e meio.

"Não sei se no próximo ano voltarei a tê-lo como interlocutor noutra qualidade, desejo-lhe em qualquer caso as maiores felicidades e solidez na sua atual ou futura liderança", afirmou.

Lusa

  • Seca contribui para a redução de nutrientes no mar e está a afetar a pesca
    2:11
  • Francisco George toma posse como presidente da Cruz Vermelha Portuguesa

    País

    O ex-diretor-geral da Saúde, Francisco George toma hoje posse como presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. Em entrevista à Lusa, manifestou a intenção de criar uma unidade para abastecimento de água potável e redução dos problemas de saneamento em catástrofes como os incêndios deste verão. Além disso, em nome da transparência, vai tornar públicas as contas do organização, incluindo os donativos.

  • Comprar um carro em segunda mão sem ser enganado 
    8:44