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Sargentos fazem hoje vigília em frente à residência de António Costa

PAULO NOVAIS

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) promove, hoje, uma vigília em frente à residência oficial do primeiro-ministro, que pretende alertar para a necessidade de revisão do Estatuto dos Militares e quanto a preocupações sobre a assistência na doença.

"Queremos entregar um documento no gabinete do primeiro-ministro a elencar as nossas principais preocupações porque, passados 19 meses da tomada de posse deste Governo, continua tudo na mesma", sustentou o presidente da ANS, sargento Mário Ramos, em declarações à agência Lusa.

Mário Ramos indicou que o protesto foi marcado para assinalar os 60 dias passados da data em que um projeto de lei do PCP, com alterações ao nível do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, baixou à Comissão de Defesa do parlamento sem votação.

A alteração daquele estatuto é uma das revindicações da ANS, que considera que os problemas se arrastam sem solução, em áreas como a assistência na doença, o reconhecimento da formação dos sargentos ou o ingresso na carreira, que reclamam que se faça para o posto de 2º sargento e não de furriel.

A ANS considera que o atual estatuto em vigor, alterado em 2015, "provocou um inqualificável retrocesso de 20 anos, ao baixar o posto de ingresso de 2º sargento para furriel". "Os chefes militares concordam connosco, dizem que foi um erro", declarou.

Por outro lado, a ANS reclama que, sendo o acesso à escola de sargentos feito com o 12º ano e tendo a formação duração entre dois a quatro anos, haja uma equivalência à licenciatura.

A associação opõe-se, ainda, ao regulamento de avaliação do mérito que, ao basear-se sobretudo nos louvores e condecorações atribuídos em detrimento da parte formativa, "vai fazer com que possa ser afetada a coesão e o espírito de corpo".

"Há problemas no recrutamento para as Forças Armadas há anos. Se não tornarmos a carreira atrativa vão continuar", argumentou.

Lusa

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