País

Governo recomenda retirada de livros polémicos da Porto Editora

Ricardo Rosa

Ricardo Rosa

Jornalista

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, "por orientação do ministro adjunto", recomendou hoje à Porto Editora a retirada do mercado dos blocos de atividades que fazem distinção entre rapazes e raparigas. O organismo considera que podem estar em causa a "diferenciação e desvalorização do papel das raparigas no espaço público e dos rapazes no espaço privado".

Última atualização às 16:59

O caso foi denunciado nas redes sociais por encarregados de educação. A editora tem à venda dois blocos de atividades para rapazes e raparigas, dos 4 aos 6 anos, com exercícios e motivos diferentes em função do género.

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género anunciou hoje em comunicado que fez "uma avaliação técnica dos conteúdos" dos dois livros e conclui que a Porto Editora "acentua estereótipos de género que estão na base de desigualdades profundas dos papéis sociais das mulheres e dos homens".

São dados dois exemplos:

"Destaca-se, a título de exemplo, numa atividade dirigida aos rapazes, a promoção do contacto com o exterior (campo, árvore, ancinho, águia, etc.), enquanto que para as raparigas a atividade apresenta cinco objetos, todos eles ligados a atividades domésticas (leite, manteiga, iogurte, alface e maçã). Ainda num outro exemplo, a proposta para os rapazes é a de um cientista construir um robô, enquanto que para as raparigas é a de ajudar a mãe a preparar o lanche".

O comunicado, enviado às redações pelo gabinete do ministro adjunto Eduardo Cabrita, termina com a recomendação:

"(...) a CIG, por orientação do Ministro Adjunto, recomendou à Porto Editora - tendo em conta o seu relevante papel educativo - que retire estas duas publicações dos pontos de venda, disponibilizando-se para colaborar na revisão dos conteúdos das mesmas, no sentido de eliminar as mensagens que possam ser promotoras de uma diferenciação e desvalorização do papel das raparigas no espaço público e dos rapazes no espaço privado."

Questionada ontem pela SIC, a Porto Editora não mostrou vontade de retirar os livros do mercado, recusando as acusações de descriminação e sublinhando que estes têm registado boas vendas.

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