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Ensino Superior com 2.569 vagas

As universidades e politécnicos públicos ficaram com 2.569 vagas por preencher concluído o concurso nacional de acesso ao ensino superior distribuídas por 310 cursos, mas a taxa de ocupação global ficou acima dos 90%, segundo dados oficiais.

De acordo com os dados hoje divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), no final da terceira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior ficaram colocados nas universidades e politécnicos públicos 46.544 estudantes, um acréscimo superior a mais de mil novos alunos face ao concurso de 2016, quando nas três fases foram colocados 45.367 candidatos.

"Na terceira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público de 2017, agora concluída, foram colocados 1.602 estudantes (aumento de 3% face à mesma fase do concurso do ano anterior).

Foram preenchidas 91,6% das vagas colocadas a concurso, o que representa uma subida face ao ano anterior, quando haviam sido preenchidas 89,5% das vagas", precisou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), numa nota hoje divulgada.

Para a terceira e última fase do concurso nacional de acesso as instituições disponibilizaram 3.502 vagas, das quais sobraram 2.569, em 310 cursos, ainda que se tenham apresentado a concurso 4.230 candidatos.

"A existência de 2.569 vagas sobrantes representa um decréscimo de 26% face ao ano anterior, quando haviam sobrado 3.483 vagas. Estas vagas podem ser agora utilizadas pelas instituições de ensino superior no âmbito dos concursos especiais e das mudanças de para instituição/curso", refere a tutela em comunicado.

O MCTES lembra ainda que, além dos concursos especiais há ainda as formações curtas TESP, os cursos de dois anos lecionados nos politécnicos não conferentes de grau académico ainda que de nível superior, afirmando que todas as vias de ingresso consideradas, as expectativas da tutela são de que no ano letivo de 2017-2018 haja 73 mil novos alunos no ensino superior.

Entre os candidatos à terceira fase apenas 89 não tinham tentado aceder ao ensino superior em qualquer das fases anteriores.
Há ainda, entre os 4.230 candidatos, 1.591 que não conseguiram colocação na primeira ou na segunda fase do concurso, 573 colocados anteriormente, mas que não se matricularam e 1.977 estudantes que tentaram uma mudança de curso.

Em 29 dos mais de 300 cursos com lugares disponíveis há 20 ou mais vagas por preencher.

Segundo dados da tutela, as instituições podiam ter levado a concurso na terceira fase mais 2.080 vagas além das 3.502 disponibilizadas, mas optaram por não o fazer.

Numa análise por instituições de ensino superior, o Instituto Politécnico de Bragança é o que regista a mais baixa taxa de ocupação de vagas, com 49,8% de lugares preenchidos, seguindo-se os politécnicos de Tomar, com cerca de 54% de ocupação, e os de Beja e Portalegre, ligeiramente acima dos 60 por cento.

As universidades de Aveiro, Coimbra e Porto, a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril preencheram na totalidade as vagas.

Em termos de áreas de formação, Agricultura Silvicultura e Pescas (38,3%), Serviços de Segurança (51,4%) e Indústrias Transformadoras (59,6%) revelaram ser as menos apelativas para os estudantes no concurso deste ano.

Nas restantes áreas a taxa de ocupação é, regra geral, superior a 80 por cento.

Os resultados da terceira fase estão desde hoje disponíveis no portal da DGES (www.dges.gov.pt), podendo ser também consultados na plataforma para telemóveis ES Acesso.

Os colocados na terceira fase devem matricular-se entre 13 e 19 de outubro.

Lusa

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