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Portugal e Espanha vão sofrer "secas gigantes" com duração de 15 anos

As ruínas da antiga aldeia espanhola de Mansilla de la Sierra, normalmente submersas, estão agora à vista dada a seca prolongada.

Vincent West / Reuters

O sul da Europa está a aquecer mais rapidamente que a média mundial. No final deste século, Portugal e Espanha poderão vir a sofrer secas gigantes que vão durar vários anos e partes da Península Ibérica serão transformadas em deserto.

Se as piores previsões da Universidade de Newcastle se concretizarem, a partir de 2100 Portugal e Espanha vão ter períodos de 15 anos com níveis de chuva muito baixos

As projeções dos investigadores da universidade britânica baseiam-se em 15 diferentes modelos climáticos usados pelos organismos mundialmente reconhecidos, como a NASA ou o Instituto Meteorológico Max Planck.

Embora cada um dos modelos climáticos tenha produzido diferentes resultados, a verdade é que aqueles que prevêem "futuras secas extremas" acertaram em anteriores previsões, sublinham os investigadores no artigo publicado este ano no International Journal of Climatology.

Portugal está a atravessar a 8ª situação de seca severa ou extrema desde 1940, com a mais grave no período entre 2004 e 2006.

Espanha teve três grandes períodos de seca, com a última a durar cinco anos, entre 1990-1995. Mas tem vindo a sofrer vários períodos mais pequenos de seca nos últimos anos.

Os investigadores analisaram os dados dos três maiores rios da Península Ibérica. "Em todos os modelos climáticos se prevê a intensificação da seca no Douro, Tejo e Guadiana", referem.

"Alguns prevêem pequenos aumentos nas condições de seca, mas a maioria prevê secas, que podem durar 8 a 15 anos anos, com médias anuais de chuva muito baixas", salientam os investigadores.

Portugal continental em situação de seca severa (24,8%) e extrema (75,2%)

A seca agravou-se em outubro e está a afetar todo o território de Portugal continental. O mês de outubro foi o mais quente dos últimos 87 anos, com o valor da temperatura média do ar cerca de três graus acima do normal.

Campos estão secos e sem pastagens e os animais têm cada vez menos alimento

Portugal está a atravessar uma situação de seca severa ou extrema, a situação mais grave desde 1940. Os campos estão secos e sem pastagens e os alimentos para os animais são cada vez menos. Os produtores pecuários dizem que as rações e palha não são suficientes para alimentar os animais.

Ovelhas comem o feno espalhado manualmente por trabalhadores devido à falta de pastagens provocada pela seca no Alentejo, Mora, 2 de novembro de 2017.
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Ovelhas comem o feno espalhado manualmente por trabalhadores devido à falta de pastagens provocada pela seca no Alentejo, Mora, 2 de novembro de 2017.

NUNO VEIGA

Trabalhadores alimentam com feno um rebanho de ovelhas no Alentejo.
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Trabalhadores alimentam com feno um rebanho de ovelhas no Alentejo.

NUNO VEIGA

Um trabalhador espalha um suplemento alimentar para um conjunto de animais mais fracos devido à falta de pastagens provocada pela seca no Alentejo, Mora, 2 de novembro de 2017.
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Um trabalhador espalha um suplemento alimentar para um conjunto de animais mais fracos devido à falta de pastagens provocada pela seca no Alentejo, Mora, 2 de novembro de 2017.

NUNO VEIGA

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NUNO VEIGA

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NUNO VEIGA

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Cabras alimentam-se num comedouro devido à falta de pastagens.
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Cabras alimentam-se num comedouro devido à falta de pastagens.

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O produtor pecuário Joaquim Martinho coloca "luzerna" num comedouro para alimentar um rebanho de cabras.
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O produtor pecuário Joaquim Martinho coloca "luzerna" num comedouro para alimentar um rebanho de cabras.

NUNO VEIGA

A barragem da herdade de José Maria Vaz Freire, agricultor que possui mais de 200 bovinos, está a 10% da capacidade, impossibilitando regar os 12 hectares de culturas que planta para alimentar os animais, Mora, 2 de novembro de 2017.
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A barragem da herdade de José Maria Vaz Freire, agricultor que possui mais de 200 bovinos, está a 10% da capacidade, impossibilitando regar os 12 hectares de culturas que planta para alimentar os animais, Mora, 2 de novembro de 2017.

NUNO VEIGA

O agricultor José Maria Vaz Freire junto a uma ribeira seca que habitualmente "alimenta" a barragem da herdade.
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O agricultor José Maria Vaz Freire junto a uma ribeira seca que habitualmente "alimenta" a barragem da herdade.

NUNO VEIGA

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Vacas bebem num bebedouro junto a um poço que ainda tem água, na herdade do agricultor José Maria Vaz Freire, em Mora.
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Vacas bebem num bebedouro junto a um poço que ainda tem água, na herdade do agricultor José Maria Vaz Freire, em Mora.

NUNO VEIGA

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NUNO VEIGA

Com a totalidade do território de Portugal continental, no final de outubro, em seca severa (24,8%) e extrema (75,2%), o Alentejo é das zonas mais afetadas.
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Com a totalidade do território de Portugal continental, no final de outubro, em seca severa (24,8%) e extrema (75,2%), o Alentejo é das zonas mais afetadas.

NUNO VEIGA

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