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No Dia dos Namorados fique atento ao coração

Tony Gentile

Mais de dois terços da população portuguesa não conhece os sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio, mais conhecido por ataque cardíaco e, apenas um terço dos doentes recorre ao 112, o número de emergência médica são as conclusões de um estudo divulgado hoje no âmbito da campanha "Não perca tempo. salve uma vida - o enfarte não pode esperar”, integrada na iniciativa europeia Stent for Life.

O estudo coordenado pelo cardiologista Helder Pereira será apresentado hoje, Dia Nacional do Doente Coronário para sensibilizar a população para os sinais e sintomas do Enfarte e para a necessidade de ligar 112, diminuindo assim o número de mortes provocadas por esta doença.

A iniciativa da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) que apadrinhou em Portugal o movimento europeu “Stent for Life”, que arrancou em Portugal há cinco anos para sensibilizar para as doenças do aparelho circulatório que, apesar das melhorias dos últimos anos, ainda são a principal causa de morte em Portugal como em todos os países europeus.

Os sintomas mais referidos neste estudo como indicadores de um enfarte do miocárdio são a dor no peito (95%), arritmias/palpitações (89%) e paralisia/dormência no braço (86%).

Estes valores apontam para um aumento do conhecimento das pessoas em relação a este tipo de enfarte, já que atualmente 95% associaram a "dor no peito" a esta doença, contra 85% num inquérito realizado há seis anos.

A esmagadora maioria dos inquiridos (92%) afirmou que existem fatores de risco associados ao enfarte do miocárdio e alguns dos quais podem ser evitados.

A maioria (66%) considera que todos os tipos de pessoas têm propensão para um enfarte do miocárdio e mais de 60% associam dor no peito, náuseas e vómitos a enfarte do miocárdio.

Perante estes sintomas, 38% ligavam para o 112, enquanto 27% optavam por uma urgência hospitalar.

Entre os critérios apontados pelos inquiridos como fatores de risco para o enfarte do miocárdio, o excesso de peso e alimentação desequilibrada foram referidos por 99%. A maioria (55%) afirma que o enfarte pode ocorrer em qualquer idade.

Para 68% dos inquiridos, o eletrocardiograma é a melhor forma de diagnosticar um enfarte, seguindo-se a avaliação clínica (52%) e o ecocardiograma (42%).

A maioria dos inquiridos (86%) consideram que o enfarte do miocárdio pode ser prevenido e que uma alimentação saudável é a melhor forma de o prevenir.

O enfarte do miocárdio ocorre quando as artérias que irrigam o coração ficam bloqueadas, impedindo assim este órgão de receber o necessário sangue e oxigénio.

Neste estudo, 20% afirmaram que o enfarte do miocárdio acontece devido a problemas do coração e 18% por causa de veias entupidas.

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