País

Medina critica fecho "perfeitamente lamentável" da CGD na Ajuda

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considerou na quarta-feira à noite que o encerramento da dependência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na Ajuda é "perfeitamente lamentável", e criticou que o município não tenha sido consultado.

Na reunião descentralizada do município, destinada a ouvir os munícipes de Alcântara, Ajuda e Belém, Fernando Medina (PS) disse já ter tido oportunidade de transmitir a sua indignação à administração do banco e apelar para que "o erro fosse corrigido".

Medina considerou ser "perfeitamente lamentável", dado que "não houve nenhuma consulta nem nenhuma informação à Câmara de Lisboa" relativamente a esta decisão.

Na sua opinião, "o fecho do balcão da Ajuda só pode ser um erro de quem não conhece rigorosamente nada do território da cidade de Lisboa", e recusou que a dependência de Alcântara possa substituir a da Ajuda, uma vez que "ninguém fará essa deslocação".

"O que me interessa é que a Caixa fique aberta para benefício das pessoas. Se não for assim, acho que a Câmara e a Junta de Freguesia têm de ter todas as iniciativas para fazer ver à Caixa Geral de Depósitos que não apoiando a cidade nem apoiando a freguesia, que nós também não contaremos com a Caixa em múltiplas dimensões", afirmou.

Na mesma linha, o socialista prometeu "total empenho da Câmara contra este encerramento, e total empenho em fazer pagar caro o preço se este encerramento avançar".

A população e a autarquia local têm realizado ações para tentar travar o encerramento da dependência da Boa Hora. No final de junho, cerca de 100 pessoas concentraram-se à porta da sede da CGD, onde foi entregue um documento com perto de duas mil assinaturas contra o fecho do balcão.

O presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Jorge Marques, considerou "fundamental a manutenção dos serviços da CGD" naquele local, uma vez que "aquela população não se vai conseguir deslocar para mais sítio nenhum".

"Por nós ainda não desistimos da luta. Que possamos continuar neste caminho até que a Caixa consiga perceber que não é vergonha nenhuma corrigir um erro, nós não levamos a mal, ficamos amigos como dantes", acrescentou o autarca.

Jorge Marques apontou também que a Ajuda é a zona da cidade "mais mal servida de transportes públicos", mostrando-se convicto de que "30% da freguesia não é servida" de transportes coletivos.

Tomando a palavra, o vereador bloquista Ricardo Robles (que firmou um acordo de governação da cidade com os socialistas) disse que estes são "serviços importantíssimos à cidade e à sociedade, e portanto devem ser protegidos".

Na sua intervenção no debate, o vereador do PSD João Pedro Costa advogou que, estando o "Partido Socialista há três anos no Governo", se quisesse "já tinha dado as instruções que queria dar à Caixa Geral de Depósitos para desenvolver as políticas que tinha a desenvolver, e portanto chega de continuar a afastar responsabilidades".

Também João Ferreira (eleito do PCP) salientou que "a Caixa é um banco público, é do Estado, e só encerra balcões se o Governo permitir que esses balcões encerrem".

Em resposta, o presidente da Câmara de Lisboa afirmou ser "absolutamente irrelevante quem é o Governo que está à frente, quem é o presidente que está à frente" da instituição.

"Não me favorece nem me diminui nenhuma avaliação sobre as decisões que toma" a CDG, vincou Medina.

Lusa

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