Maioria clara no PS a favor da adoção por casais homossexuais
24.02.2012 14:52
A maioria dos deputados socialistas votou a favor ou absteve-se na votação dos projectos do Bloco de Esquerda e dos Verdes. O PS era oficialmente contra, mas deu liberdade de voto, acabando por mostrar que, dentro dos socialista, há uma maioria que é favorável à mudança de lei. Os diplomas foram ainda assim chumbados no Parlamento, mas tiveram muitos votos a favor do próprio PSD. Um deputado do CDS votou também a favor.
Perante os diplomas do Bloco de Esquerda e de "Os Verdes", o Grupo Parlamentar do PS decidiu quinta-feira não ter qualquer sentido de voto oficial, mas 38 deputados socialistas apoiaram o projeto do Bloco, número que subiu depois para 39 em relação ao dos ecologistas.
Entre os votos favoráveis do PS à adoção por casais homossexuais estiveram figuras de primeiro plano deste partido, caso do ex-secretário-geral Ferro Rodrigues, do ex-líder parlamentar Francisco Assis e do ex-ministro Vieira da Silva.
Além destes nomes, estiveram no grupo dos votos favoráveis Miguel Freitas, João Galamba, Paulo Campos, Pedro Marques, João Pedrosa, Miguel Coelho, Pedro Nuno Santos, Rui Paulo Figueiredo, Duarte Cordeiro, Pedro Delgado Alves, Rui Pedro Duarte, Jorge Lacão, Pedro Farmhouse, Eurídice Pereira, Sérgio Sousa Pinto, Filipe Neto Brandão, Idália Serrão, Eduardo Cabrita, Manuel Pizarro, Ana Paula Vitorino, Acácio Pinto, Gabriela Canavilhas, Elza Pais, Carlos Enes, Maria Antónia Almeida Santos, Isabel Moreira, Hortense Martins, Ana Catarina Mendes, Manuel Seabra, Rui Santos, Jorge Fão, Mário Ruivo, Sónia Fertuzinhos, Inês de Medeiros, Ricardo Rodrigues e Rosa Maria Albernaz.
O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, absteve-se em todas as votações, o mesmo tendo feito o seu "vice" José Junqueiro.
Ao lado do líder parlamentar socialista na opção pela abstenção estiveram ainda Fernando Serrasqueiro, Luís Pita Ameixa, a presidente do PS, Maria de Belém Roseira, António Ramos Preto, Basílio Horta, Miranda Calha, Nuno Sá, Odete João e Jacinto Serrão.
No PS votaram sempre contra os projetos em questão oito deputados: Pedro Silva Pereira, Miguel Laranjeiro, José Lello, Renato Sampaio, Fernando Jesus, António Braga, Isabel Oneto e Vitalino Canas.
O secretário-geral do PS, António José Seguro, não participou em nenhuma das votações por se encontrar em Bragança, no arranque do Roteiro do Interior.
Membros da direção parlamentar do PSD votaram de forma diferente
Os membros da direção parlamentar do PSD votaram hoje de forma diferente os diplomas do BE e do PEV para permitir a adoção por casais de homossexuais, tendo quatro vice-presidentes votado a favor e seis contra.
O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, também optou pelo voto contra, numa questão em que este partido não tomou posição oficial, tendo dado liberdade de voto aos seus 108 deputados.
Num total de 96 deputados do PSD presentes no início do período de votações, nove votaram a favor dos projetos do BE e do PEV: os vice-presidentes Teresa Leal Coelho, Emídio Guerreiro, Miguel Frasquilho e Francisca Almeida e ainda Pedro Pinto, Mónica Ferro, Sérgio Azevedo, Cristóvão Norte e hngela Guerra.
Joana Barata Lopes e Pedro Pimpão decidiram abster-se. Os restantes cerca de 80 deputados do PSD presentes no hemiciclo votaram contra, incluindo os vice-presidentes Adão Silva, António Rodrigues, Carlos Abreu Amorim, Luís Menezes, Miguel Santos e Pedro Lynce e os secretários da direção da bancada.
No outro partido da coligação no poder, o CDS-PP, que tem 24 lugares no Parlamento, a direção parlamentar tomou uma posição contrária aos diplomas para permitir a adoção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo.
Houve, contudo, dois deputados que divergiram desta posição: Adolfo Mesquita Nunes, que votou a favor dos projetos de lei do BE e do PEV, e João Rebelo, que votou contra.
No início das votações a mesa tinha registado a presença de 23 deputados do CDS-PP.
Lusa
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