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SEGUNDA A SEXTA 16:25

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Juliette Binoche em tom “Azul”

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Juliette Binoche em tom “Azul”

“Azul”, com Juliette Binoche, é um dos quatro filmes de Krzysztof Kieslowski que regressa às salas, em cópias novas, restauradas. João Lopes comenta as principais novidades da semana, incluindo “O Principezinho”, uma adaptação em desenhos animados do clássico de Antoine de Saint-Exupéry.

Podemos, agora, redescobrir os quatro filmes finais do polaco Krzysztof Kieslowski (1941-1996). São outros tantos dramas íntimos, marcados pelos temas da revelação e da graça, todos centrados em invulgares composições de actrizes: “A Dupla Vida de Véronique” (1991), com Irène Jacob; “Azul” (1993), com Juliette Binoche; “Branco” (1994), com Julie Delpy; e “Vermelho” (1994), de novo com Irène Jacob.

Outro autor polaco, Andrzej Zulawski, está de volta à realização através do produtor português Paulo Branco: “Cosmos” adapta o romance homónimo de Witold Gombrowicz, propondo uma deambulação surreal pelos limites do ser humano. Com um elenco internacional em que coexistem os nomes de Jean-François Balmer, Sabine Azéma, Jonathan Genet, Victória Guerra e Ricardo Pereira.

“Que Horas Ela Volta?”, de Anna Mulayert, é um dos fenómenos recentes da produção brasileira: um retrato, entre o drama e a comédia, da relação de uma família com a sua empregada de muitos anos — centrado numa composição da veterana Regina Casé.

No domínio da animação, a grande estreia da quadra natalícia chama-se “O Principezinho”. Ou seja: uma nova adaptação do clássico de Saint-Exupéry, com realização de Mark Osborne. Combinando o digital com desenhos tradicionais, trata-se de uma produção de origem francesa, com vozes originais em inglês.

No espaço do DVD, o destaque vai para “Labirinto de Mentiras” (2014), de Giullio Ricciarelli, uma abordagem crítica do pós-guerra na Alemanha — em foco está a acção de um procurador que tenta identificar os cúmplices dos crimes dos nazis.

* Banda sonora: “5 x 2” (2004), de François Ozon

> “Una Lacrima sul Viso”, Bobby Solo

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